SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Uma paciente de 26 anos está em acompanhamento na unidade de saúde por alteração no preventivo. Sua primeira coleta foi feita há 7 meses, apresentando resultado de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau NIC 1. Há 1 mês ela realizou nova coleta, e vem hoje buscar o resultado, que indicou lesão intraepitelial escamosa de alto grau NIC II/III. Ela também comunicou que está com atraso menstrual de 6 semanas e apresentou teste de gravidez positivo. Para este caso, assinale qual a conduta inicial recomendada:
HSIL na gestação → Colposcopia obrigatória (excluir invasão); biópsia apenas se suspeita de câncer.
Na gestante com HSIL, o objetivo principal é excluir carcinoma invasor. A colposcopia deve ser realizada, mas o tratamento definitivo é adiado para o pós-parto.
O manejo de lesões precursoras do câncer de colo uterino durante a gestação é pautado pelo conservadorismo. Como a progressão de uma lesão intraepitelial para câncer invasor é um processo lento e raramente ocorre no curto intervalo da gravidez, a prioridade é evitar procedimentos invasivos que possam comprometer a gestação. Ao identificar um HSIL (NIC II/III) na citologia de uma gestante, a conduta imediata é o encaminhamento para colposcopia. Se a colposcopia for satisfatória e não houver suspeita de invasão, o acompanhamento pode ser feito com novas avaliações citocolposcópicas durante o pré-natal ou simplesmente postergado para o puerpério. A biópsia, quando necessária por suspeita de invasão, deve ser realizada de forma parcimoniosa para minimizar riscos de sangramento.
Sim, a colposcopia é segura e indicada em gestantes com citologia sugerindo lesão de alto grau (HSIL). O objetivo é descartar câncer invasor. Devido às alterações fisiológicas da gestação (eversão da zona de transformação e hiperemia), deve ser realizada por colposcopistas experientes.
A biópsia cervical na gestação é reservada exclusivamente para casos onde há suspeita clínica ou colposcópica de carcinoma invasor. Lesões que sugerem apenas NIC II ou NIC III devem ser apenas acompanhadas, pois o risco de progressão para invasão durante a gravidez é mínimo.
A paciente deve ser reavaliada com nova citologia e colposcopia entre 6 a 12 semanas após o parto. O tratamento definitivo das lesões precursoras (como a conização), se ainda indicado, deve ser realizado apenas nesse período pós-parto.
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