HSIL/NIC III na Gestação: Conduta e Acompanhamento

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 29 anos de idade, primigesta, comparece à primeira consulta de pré natal com 15 semanas de gestação, assintomática. Retorna com os exames realizados na 11a semana, entre eles a citologia oncótica, que evidenciou lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL compatível com NIC III). Com relação ao quadro clinico descrito acima e às diretrizes vigentes, assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta recomendada para essa gestante com 15 semanas e diagnostico de lesão intraepitelial de alto grau.

Alternativas

  1. A) Acompanhar com colposcopia trimestral durante toda a gestação, postergando o tratamento definitivo para o puerpério.
  2. B) Tranquilizar a paciente e agendar nova citologia oncótica em seis meses, logo após o parto, associada à avaliação colposcópica.
  3. C) Realizar excisão da lesão por conização com alça de alta frequência (CAF) de forma urgente, antes de completar 16 semanas de gestação.
  4. D) Indicar conização diagnóstica imediata, pois o período entre 14 e 18 semanas é considerado oportuno e há risco elevado de progressão tumoral.

Pérola Clínica

HSIL/NIC III na gestação → Colposcopia trimestral e postergar tratamento definitivo para o puerpério.

Resumo-Chave

O manejo de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL/NIC III) na gestação é conservador, com acompanhamento colposcópico trimestral; o tratamento definitivo é postergado para o puerpério devido aos riscos de prematuridade e hemorragia associados à conização durante a gravidez.

Contexto Educacional

O diagnóstico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), compatível com NIC III, durante a gestação é uma situação que exige manejo cuidadoso e especializado. As diretrizes atuais preconizam uma abordagem conservadora, priorizando a segurança materno-fetal. A principal conduta é o acompanhamento colposcópico trimestral, permitindo monitorar a evolução da lesão sem intervir de forma invasiva. A conização, seja diagnóstica ou terapêutica, é contraindicada durante a gravidez devido aos riscos significativos de complicações obstétricas, como abortamento, parto prematuro e hemorragias. O tratamento definitivo da lesão é postergado para o período pós-parto, geralmente após 6 a 8 semanas do puerpério, quando o colo uterino retorna às suas condições normais e a avaliação e intervenção podem ser realizadas com maior segurança e eficácia.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para HSIL em gestantes?

A conduta inicial é o acompanhamento com colposcopia trimestral, postergando o tratamento definitivo para o puerpério.

Por que a conização é evitada na gestação?

A conização é evitada na gestação devido ao risco aumentado de abortamento, parto prematuro e hemorragia.

Quando o tratamento definitivo para NIC III é realizado em gestantes?

O tratamento definitivo para NIC III em gestantes é geralmente postergado para o puerpério, após a involução uterina.

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