SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Mulher com 30 anos de idade em seguimento após o tratamento de lesão intraepitelial cervical de alto grau com laudo histopatológico que identifica comprometimento das margens cirúrgicas. A conduta apropriada é:
NIC 2/3 com margens comprometidas pós-conização → colposcopia + citologia semestrais por 2 anos.
O comprometimento das margens cirúrgicas após o tratamento de lesão intraepitelial cervical de alto grau (NIC 2/3) indica um risco aumentado de doença residual ou recidiva. A conduta apropriada é um seguimento rigoroso com colposcopia e citologia semestrais por pelo menos dois anos para detecção precoce.
O tratamento de lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2/3) geralmente envolve procedimentos excisionais, como a conização, que visam remover a área afetada. No entanto, a identificação de margens cirúrgicas comprometidas no laudo histopatológico pós-procedimento é uma situação que demanda atenção especial, pois indica um risco aumentado de doença residual ou de recidiva da lesão. A conduta diante de margens comprometidas deve ser individualizada, considerando fatores como a idade da paciente, o desejo de gestar, a extensão do comprometimento e a localização da lesão. Em pacientes jovens, como a do caso (30 anos), e com desejo de preservação da fertilidade, a abordagem inicial geralmente é conservadora, com um seguimento rigoroso. Este seguimento consiste em colposcopia e citologia cervicovaginal realizadas semestralmente nos primeiros dois anos após o tratamento. Essa vigilância intensiva permite a detecção precoce de qualquer persistência ou recorrência da lesão, possibilitando intervenção oportuna. A repetição do procedimento excisional (re-conização) ou, em casos mais raros e específicos, a histerectomia total, são opções consideradas apenas se houver evidência de persistência da lesão no seguimento ou em situações de alto risco, após discussão com a paciente e avaliação multidisciplinar.
Margens comprometidas indicam que a lesão pode não ter sido completamente removida, aumentando o risco de doença residual ou recidiva da lesão intraepitelial cervical de alto grau.
O seguimento semestral com colposcopia e citologia permite monitorar de perto a cérvice, detectando precocemente qualquer persistência ou recorrência da lesão, evitando procedimentos mais invasivos inicialmente.
Uma nova abordagem cirúrgica (re-conização) seria considerada se houver evidência de persistência da lesão no seguimento, ou em casos selecionados de alto risco, após avaliação individualizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo