LSIL: Conduta no Citopatológico do Colo do Útero

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 34 anos, nuligesta, sem comorbidades, vem à consulta médica com resultado de citopatológico do colo do útero. O laudo é Lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Diante desse laudo, a conduta correta de acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero é:

Alternativas

  1. A) encaminhar para colposcopia.
  2. B) exérese da zona de transformação.
  3. C) repetir o citopatológico em 6 meses.
  4. D) cirurgia de Conização.
  5. E) rastreamento citológico trienal.

Pérola Clínica

LSIL em nuligesta < 30 anos → repetir citopatológico em 6 meses.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer do colo do útero recomendam a repetição do citopatológico em 6 meses para mulheres com LSIL, especialmente em casos de baixo risco como nuligestas jovens, visando a regressão espontânea da lesão.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citopatológica comum no colo do útero, frequentemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens, e a maioria dessas lesões regride espontaneamente, especialmente em pacientes sem outros fatores de risco. O rastreamento do câncer do colo do útero visa identificar e tratar lesões precursoras antes que progridam para câncer invasivo, sendo o citopatológico (Papanicolau) a principal ferramenta. A fisiopatologia do LSIL envolve a infecção das células escamosas do colo do útero pelo HPV, levando a alterações morfológicas que são detectadas no exame citopatológico. O diagnóstico é feito pela análise microscópica das células coletadas. A suspeita de LSIL surge com o resultado do Papanicolau, e a conduta subsequente depende de fatores como idade da paciente, história prévia e persistência da lesão. O tratamento e manejo do LSIL são guiados por diretrizes clínicas. Para mulheres jovens e sem outros fatores de risco, a conduta inicial é o seguimento com repetição do citopatológico, dada a alta taxa de regressão espontânea. Intervenções mais invasivas, como colposcopia e biópsia, são reservadas para casos de persistência da lesão ou progressão para lesões de alto grau, visando evitar tratamentos desnecessários e suas potenciais complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a conduta de repetir o citopatológico em 6 meses para LSIL?

A repetição do citopatológico em 6 meses é indicada para mulheres com LSIL, especialmente aquelas com menos de 30 anos ou nuligestas, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de LSIL?

A colposcopia é indicada se o LSIL persistir após duas repetições do citopatológico em 6 meses, ou se houver um resultado de ASC-H ou HSIL em qualquer momento do seguimento.

Qual a relação entre LSIL e infecção por HPV?

LSIL é uma manifestação citológica da infecção por HPV de baixo risco ou de alto risco com baixo potencial de progressão, sendo a infecção viral a causa subjacente da lesão.

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