ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, comparece à consulta com o médico de família e comunidade para realização do seu primeiro exame preventivo. O médico realiza a coleta de citologia oncótica. Após 3 semanas, a paciente retorna com o resultado "presença de lesão intraepitelial de baixo grau". Considerando esse resultado, qual é a conduta adequada do médico?
LSIL em primeiro preventivo → repetir citologia em 6 meses, especialmente em jovens.
A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) frequentemente regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens. A repetição da citologia em 6 meses permite acompanhar a evolução, evitando intervenções desnecessárias e invasivas.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é o achado citopatológico mais comum no rastreamento do câncer de colo uterino, refletindo geralmente uma infecção transitória pelo Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens sexualmente ativas e é um tópico fundamental para residentes de Ginecologia e Medicina de Família e Comunidade, dada a importância do manejo adequado para prevenir a progressão da doença. Fisiopatologicamente, a LSIL corresponde à Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1), onde as alterações celulares estão confinadas ao terço inferior do epitélio. O diagnóstico é feito pela citologia oncótica (Papanicolau), que identifica células com atipias. É crucial suspeitar de LSIL em qualquer mulher com citologia alterada, especialmente aquelas com fatores de risco para HPV, como múltiplos parceiros sexuais ou início precoce da atividade sexual. O tratamento da LSIL é predominantemente expectante, com repetição da citologia em 6 meses, pois a maioria das lesões regride espontaneamente, especialmente em pacientes jovens com boa imunidade. O prognóstico é favorável, com baixa progressão para lesões de alto grau. A persistência da lesão ou progressão para HSIL após o acompanhamento inicial pode indicar a necessidade de colposcopia e biópsia para avaliação mais aprofundada e eventual tratamento.
A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) na citologia é caracterizada por alterações celulares que indicam infecção por HPV, como coilocitose e atipias nucleares leves a moderadas, sem evidência de invasão do estroma.
A repetição da citologia em 6 meses é a conduta padrão para LSIL, especialmente em mulheres jovens, porque a maioria dessas lesões regride espontaneamente. Isso evita procedimentos invasivos desnecessários, como a colposcopia imediata.
A colposcopia é indicada se a LSIL persistir após duas citologias de controle (geralmente em 6 e 12 meses) ou se houver achados citológicos de alto grau (HSIL) ou atipias glandulares em exames subsequentes, indicando progressão da lesão.
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