LSIL em Jovem: Conduta Segundo Protocolo do MS

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 25 anos, iniciou vida sexual há 2 anos, vem à consulta de retorno para mostrar resultado de sua primeira Citologoia Oncótica Cérvico Vaginal. Ela é hígida, nunca engravidou e usa contraceptivo hormonal oral e condon como métodos contraceptivos e fez a vacinação completa para HPV. O resultado mostra Lesão Intraepitelial de Baixo Grau. Baseado no protocolo de rastreamento do Ministério da Saúde, qual é a conduta correta para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Realizar Teste DNA-HPV.
  2. B) Colposcopia.
  3. C) Repetir Citologia Oncótica em 1 ano.
  4. D) Repetir Citologia Oncótica em 6 meses.
  5. E) Expectante.

Pérola Clínica

LSIL em < 25 anos ou 1ª citologia < 30 anos → repetir citologia em 6 meses (MS).

Resumo-Chave

Em pacientes jovens (até 25 anos) ou na primeira citologia alterada com Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL), a conduta inicial pelo protocolo do MS é repetir a citologia em 6 meses. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau nessa faixa etária e à prevalência de infecção por HPV transitória.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das ações mais eficazes na saúde da mulher, e a citologia oncótica (Papanicolau) é a principal ferramenta. A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum, que reflete a infecção por Papilomavírus Humano (HPV) e corresponde histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1). É crucial entender a conduta adequada, especialmente em pacientes jovens, conforme os protocolos nacionais. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estabelece diretrizes específicas para a conduta em casos de LSIL. Para pacientes jovens (até 25 anos) ou na primeira citologia alterada, como a paciente do enunciado (25 anos, primeira citologia), a conduta recomendada é a repetição da citologia oncótica em 6 meses. Essa abordagem é baseada na alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau nessa faixa etária, onde a infecção por HPV é frequentemente transitória e o sistema imunológico tem maior capacidade de eliminá-la. A vacinação completa para HPV, embora importante para prevenção, não altera a conduta de rastreamento e seguimento de lesões já existentes. O teste DNA-HPV (alternativa A) não é a conduta inicial para LSIL em jovens segundo o MS, sendo reservado para outras situações ou como teste de triagem primária em populações específicas. A colposcopia (alternativa B) seria indicada se a lesão persistisse após o seguimento citológico. A conduta expectante (E) é muito vaga e não inclui o seguimento ativo necessário.

Perguntas Frequentes

O que é Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL)?

LSIL é uma alteração citológica que indica uma infecção produtiva por HPV e corresponde histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1). Geralmente, tem alto potencial de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens.

Qual a justificativa para repetir a citologia em 6 meses em casos de LSIL em jovens?

A repetição da citologia em 6 meses é justificada pela alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau em mulheres jovens, que frequentemente resolvem a infecção por HPV. A conduta expectante evita procedimentos invasivos desnecessários.

Quando a colposcopia é indicada para LSIL?

A colposcopia é indicada para LSIL se a citologia de repetição em 6 meses persistir alterada (LSIL, ASC-US, ASC-H, HSIL, AGC) ou se a paciente tiver 30 anos ou mais e apresentar LSIL. Em pacientes mais jovens, a persistência da lesão após o seguimento citológico é o gatilho.

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