INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher com 26 anos obteve o diagnóstico citológico de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) no exame de Papanicolaou. Constata-se que a paciente tomou apenas uma dose da vacina contra o HPV na adolescência e iniciou a atividade sexual há 6 meses com parceiro único e sem uso de preservativo.Para melhor condução do caso, de acordo com o estabelecido pelo Ministério da Saúde/INCA, o profissional deve
Mulher < 25 anos com LSIL → repetir citologia em 6 meses, devido à alta regressão espontânea.
Em mulheres jovens (26 anos, mas a conduta se alinha com a faixa etária de alta regressão espontânea) com diagnóstico citológico de LSIL, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde/INCA é a repetição da citologia em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão nessa faixa etária.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é o resultado citológico mais comum de alterações cervicais, geralmente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento do câncer de colo uterino através do Papanicolaou é fundamental para a detecção precoce e prevenção da progressão para lesões de alto grau e câncer invasivo, sendo um tema crucial na ginecologia. A fisiopatologia da LSIL envolve a infecção das células escamosas cervicais pelo HPV, levando a alterações citopáticas. Em mulheres jovens, especialmente abaixo dos 25 anos, a infecção por HPV e as lesões de baixo grau têm alta probabilidade de regressão espontânea devido à maior competência imunológica. A paciente, embora com 26 anos, se encaixa no perfil de baixa intervenção imediata por ser jovem e ter LSIL. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde/INCA, a conduta para LSIL em mulheres jovens (geralmente até 25 anos, mas estendida a 29 anos em alguns contextos de LSIL isolada) é a repetição da citologia em 6 meses. A colposcopia e biópsia são reservadas para casos de persistência da lesão ou progressão para lesões de maior risco, evitando intervenções desnecessárias e seus potenciais efeitos adversos. A vacinação contra o HPV é uma medida primária de prevenção.
LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV, geralmente de baixo risco, com potencial de regressão espontânea. Não é câncer, mas uma lesão precursora.
Para mulheres menores de 25 anos, a conduta recomendada é repetir a citologia em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões nessa faixa etária, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
A colposcopia é indicada se a LSIL persistir após duas citologias de seguimento ou se houver um resultado de ASC-H ou HSIL em qualquer momento, indicando uma lesão de maior risco.
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