INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 28 anos comparece à consulta médica para apresentar o resultado de colpocitologia oncótica colhida há 10 dias. Relata que faz o exame regularmente e nega alterações em resultados anteriores. Apresenta história de dois partos vaginais anteriores e de laqueadura tubária. O laudo de seu exame descreve amostra satisfatória, flora com Lactobacillus sp, achados de coilocitose e conclusão de lesão intraepitelial de baixo grau. Nesse caso, a conduta médica correta é realizar
LSIL em mulher < 30 anos → repetir colpocitologia em 6 meses devido à alta taxa de regressão espontânea.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citológica comum, frequentemente associada à infecção por HPV. Em mulheres jovens (abaixo de 30 anos), a conduta inicial é expectante, com repetição da colpocitologia em 6 meses, devido à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é a alteração citológica mais comum detectada no rastreamento do câncer de colo uterino, refletindo geralmente uma infecção produtiva por Papilomavírus Humano (HPV). A coilocitose é um achado citopatológico característico dessa infecção. Em mulheres jovens (geralmente abaixo de 30 anos), a LSIL tem uma alta taxa de regressão espontânea, uma vez que o sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus. Por isso, as diretrizes atuais recomendam uma conduta expectante, com repetição da colpocitologia em 6 meses, para monitorar a evolução da lesão. A colposcopia e a biópsia são reservadas para casos de LSIL persistente após o período de seguimento ou quando há indícios de progressão para lesões de alto grau. O tratamento cirúrgico, como a exérese da zona de transformação, é indicado para lesões de alto grau confirmadas histologicamente, não para LSIL inicial em mulheres jovens.
Coilocitose é uma alteração celular característica da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), frequentemente associada a lesões de baixo grau.
A LSIL é quase sempre causada pela infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV).
A colposcopia é indicada se a LSIL persistir após o período de seguimento recomendado (geralmente 6 a 12 meses) ou se houver suspeita de lesão de alto grau.
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