SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma paciente de 27 anos de idade, em consulta de rotina, assintomática, realizou exame preventivo com o diagnóstico de ASCUS.Na mesma paciente do citado caso clínico, foram realizadas colposcopia e nova coleta de preventivo que apresentou epitélio acetobranco tênue, com orifícios glandulares espessados. O resultado da citologia evidenciou lesão de baixo grau (LSIL). Diante do novo diagnóstico, a conduta correta é
LSIL em pacientes ≥ 25 anos → Repetir citologia em 6 meses (Diretriz Brasileira).
Em mulheres entre 25 e 29 anos com diagnóstico de LSIL ou ASC-US recorrente, a conduta inicial é conservadora com repetição citológica em 6 meses, visando evitar procedimentos invasivos em lesões com alta taxa de regressão.
O manejo das alterações citológicas cervicais no Brasil segue as recomendações do INCA/Ministério da Saúde, que priorizam a segurança da paciente e a prevenção do sobretratamento. A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) reflete a manifestação citológica da infecção produtiva pelo HPV, que na maioria das mulheres jovens (especialmente abaixo dos 30 anos) será clareada pelo sistema imune em até 24 meses. No caso clínico apresentado, a paciente de 27 anos já possui indicação de rastreamento (início aos 25 anos). Após um ASC-US inicial e uma colposcopia com achados menores, o novo resultado de LSIL exige o seguimento semestral. É crucial que o residente saiba diferenciar as condutas por faixa etária: <25 anos (repetir em 3 anos), ≥25 anos (repetir em 6 meses para LSIL/ASC-US) e a indicação de colposcopia imediata para lesões de alto grau (HSIL) ou ASC-H.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, a conduta para um primeiro resultado de Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) em mulheres com 25 anos ou mais é a repetição da citologia em 6 meses. Se o novo exame for negativo em duas ocasiões seguidas, a paciente retorna ao rastreamento trienal. Se persistir a alteração (LSIL ou pior), a colposcopia é indicada.
Para mulheres com menos de 25 anos, a conduta é ainda mais conservadora devido à altíssima taxa de regressão espontânea das infecções por HPV e das lesões de baixo grau nessa faixa etária. A recomendação é repetir a citologia apenas em 3 anos. O objetivo é evitar o sobretratamento e as complicações obstétricas futuras associadas a procedimentos cervicais desnecessários.
O epitélio acetobranco tênue é um achado colposcópico menor, frequentemente associado a lesões de baixo grau (LSIL) ou infecção subclínica pelo HPV. Na ausência de achados maiores (como mosaico grosseiro ou pontilhado grosseiro), reforça a conduta de observação citológica em pacientes jovens, conforme preconizado pelos protocolos de rastreamento brasileiros.
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