UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente de 32 anos, com 22 semanas de gestação apresenta citologia com Lesão Intraepitelial de Baixo Grau. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, qual a conduta MAIS ADEQUADA?
LSIL na gestação → seguimento citológico no pós-parto (6-8 semanas).
Lesões Intraepiteliais de Baixo Grau (LSIL/NIC 1) na gestação geralmente regridem espontaneamente após o parto. A conduta mais adequada é o seguimento citológico no pós-parto, evitando procedimentos invasivos desnecessários durante a gravidez.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL), também conhecida como NIC 1, é uma alteração citológica comum no rastreamento do câncer do colo do útero. Quando diagnosticada durante a gestação, a conduta deve ser cuidadosamente avaliada para equilibrar a necessidade de monitoramento da lesão com a segurança materno-fetal. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero fornecem orientações claras para esses casos. A fisiopatologia da LSIL está intrinsecamente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Durante a gravidez, as alterações hormonais e imunológicas podem influenciar a história natural das lesões cervicais. É sabido que muitas lesões de baixo grau, incluindo LSIL, podem regredir espontaneamente, especialmente após o parto, quando o ambiente hormonal e imunológico retorna ao estado pré-gravídico. Diante de um diagnóstico de LSIL em gestante, a conduta mais adequada, conforme as diretrizes, é o seguimento citológico no pós-parto, geralmente entre 6 a 8 semanas após o parto. A colposcopia pode ser realizada se houver suspeita de lesão de alto grau ou câncer invasivo, mas procedimentos invasivos como biópsias extensas ou exérese da zona de transformação são geralmente evitados durante a gestação devido aos riscos de sangramento, aborto ou parto prematuro, sem um benefício comprovado para lesões de baixo grau. O objetivo é evitar intervenções desnecessárias e aguardar a regressão espontânea, reavaliando a paciente após o término da gestação.
Para Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) em gestantes, a conduta mais adequada é o seguimento citológico no pós-parto, geralmente entre 6 a 8 semanas após o parto, devido à alta taxa de regressão espontânea.
A colposcopia pode ser realizada em gestantes com LSIL se houver suspeita de lesão de alto grau ou câncer invasivo, mas para LSIL isolado, o seguimento citológico pós-parto é preferível. Biópsias devem ser restritas a casos de forte suspeita de lesão de alto grau ou invasão.
Procedimentos invasivos como exérese da zona de transformação ou conização durante a gestação aumentam o risco de complicações obstétricas, como sangramento, parto prematuro e incompetência istmocervical, sem benefício significativo para lesões de baixo grau que tendem a regredir.
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