LSIL em Jovens: Manejo e Seguimento da Lesão Cervical

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 22 anos iniciou atividade sexual há 6 meses e veio à consulta ginecológica para iniciar contracepção. Foi colhida a citologia para rastreio de câncer do colo uterino e o resultado apontou amostra satisfatória com células escamosas e metaplásicas e anormalidades em células escamosas compatíveis com lesão intraepitelial de baixo grau. O manejo adequado para esta paciente deve incluir:

Alternativas

  1. A) Prescrever a vacina para HPV (papilomavírus humano) e realizar colposcopia.
  2. B) Encaminhar parceiro para exame e repetir citologia em seis meses.
  3. C) Orientações de uso de preservativo e nova citologia em três anos.
  4. D) Solicitar sorologias para infecções sexualmente transmissíveis e realizar biópsia no colo uterino.

Pérola Clínica

LSIL em <25 anos → seguimento citológico em 3 anos, não colposcopia imediata.

Resumo-Chave

Em pacientes jovens (<25 anos) com LSIL, a conduta expectante com repetição da citologia em 3 anos é preferível devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão e à baixa probabilidade de progressão para câncer invasivo. A colposcopia imediata é reservada para casos persistentes ou de alto grau.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citológica comum no rastreamento de câncer de colo uterino, representando uma infecção produtiva pelo Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens, e a maioria das lesões regride espontaneamente, especialmente em pacientes com menos de 25 anos. O manejo adequado é crucial para evitar intervenções desnecessárias e otimizar o rastreamento. A fisiopatologia da LSIL está diretamente ligada à infecção por tipos de HPV de alto risco, embora a lesão em si seja de baixo risco para progressão. O diagnóstico é feito pela citologia cervical (Papanicolau). Em mulheres jovens, a alta taxa de regressão espontânea justifica uma conduta mais conservadora, diferenciando-se do manejo em mulheres mais velhas. É fundamental suspeitar de LSIL em qualquer citologia com alterações celulares compatíveis. O tratamento da LSIL em jovens é predominantemente expectante, com repetição da citologia em 3 anos, conforme as diretrizes atuais. A vacinação contra o HPV é recomendada, mas não substitui o rastreamento. O prognóstico é geralmente bom, com alta taxa de regressão. Pontos de atenção incluem a adesão ao seguimento e a diferenciação da conduta para diferentes faixas etárias e graus de lesão.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para LSIL em pacientes jovens?

Para pacientes jovens (<25 anos) com LSIL, a conduta inicial é o seguimento expectante com repetição da citologia em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Quando a colposcopia é indicada para LSIL?

A colposcopia é indicada para LSIL em mulheres com 25 anos ou mais, ou em jovens com LSIL persistente após o seguimento, ou em casos de ASC-H/HSIL.

Qual a relação entre HPV e LSIL?

A LSIL é uma manifestação citológica da infecção por HPV, que é a principal causa do câncer de colo uterino. A maioria das infecções por HPV regride espontaneamente.

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