FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente de 31 anos chega à unidade básica de saúde com resultado citológico de lesão intraepitelial de baixo grau. Qual a conduta a ser seguida segundo o Ministério da Saúde?
LSIL (baixo grau) em < 30 anos → repetir citologia em 12 meses; > 30 anos → repetir em 6 meses.
A conduta para Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) varia conforme a idade da paciente. Para mulheres acima de 30 anos, a recomendação do Ministério da Saúde é repetir a citologia em 6 meses, buscando a regressão espontânea da lesão, que é comum.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL), ou L-SIL, é um achado comum na citologia cervical (Papanicolau), indicando alterações celulares que são geralmente causadas pela infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Embora seja uma lesão precursora do câncer de colo uterino, a maioria das LSILs regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens, e possui baixo risco de progressão para lesões de alto grau ou câncer invasivo. O rastreamento citológico é fundamental para a detecção precoce dessas lesões. A conduta para LSIL é guiada pelas diretrizes do Ministério da Saúde e varia principalmente com a idade da paciente. Para mulheres com 30 anos ou mais, a recomendação é repetir a citologia cervical em 6 meses. Se o resultado persistir como LSIL ou evoluir para uma lesão de alto grau (HSIL), então a colposcopia com biópsia dirigida é indicada. Em mulheres com menos de 30 anos, a repetição da citologia é geralmente feita em 12 meses, devido à ainda maior probabilidade de regressão espontânea. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam essas diretrizes para evitar condutas excessivas, como encaminhamento imediato para colposcopia, que podem gerar ansiedade desnecessária e sobrecarga dos serviços. A abordagem expectante com monitoramento citológico é a estratégia mais adequada para a maioria dos casos de LSIL, reservando a colposcopia para as lesões persistentes ou de maior risco. A educação da paciente sobre a natureza da lesão e a importância do seguimento é parte integrante do manejo.
Segundo o Ministério da Saúde, a conduta inicial para LSIL em mulheres acima de 30 anos é repetir a citologia cervical em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea.
A colposcopia é indicada se a citologia de repetição após 6 meses (ou 12 meses, dependendo da idade) persistir com LSIL ou evoluir para lesão de alto grau (HSIL).
LSIL é uma alteração citológica que indica a presença de células escamosas anormais no colo do útero, geralmente associadas à infecção por HPV, com baixo potencial de progressão para câncer.
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