UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 34 anos comparece à UBS com resultado de exame citológico cujo laudo é de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Verificou-se que o mesmo resultado foi demonstrado no exame realizado há seis meses. As outras citologias realizadas anteriormente a essas apresentaram resultados de alterações benignas. Dessa forma, de acordo com a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde, a paciente deve ser orientada a realizar:
LSIL persistente (≥2 resultados) em mulher >30 anos → Colposcopia.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, uma mulher de 34 anos com dois resultados consecutivos de LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) em um intervalo de seis meses indica persistência da lesão, sendo a conduta preconizada a realização de exame colposcópico para avaliação mais detalhada do colo do útero.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na citologia oncótica, refletindo geralmente uma infecção produtiva pelo Papilomavírus Humano (HPV) e/ou displasia cervical leve (NIC 1). A maioria das lesões LSIL regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens. No entanto, uma parcela pode persistir ou progredir para lesões de alto grau. As diretrizes do Ministério da Saúde para a conduta em LSIL variam conforme a idade da paciente e a persistência da lesão. Em mulheres jovens (<25-30 anos), o acompanhamento citológico é frequentemente a primeira opção devido à alta taxa de regressão espontânea. Contudo, em mulheres com 30 anos ou mais, ou em casos de persistência da LSIL (dois resultados consecutivos em um intervalo de 6 meses, como no caso da questão), a colposcopia é a conduta indicada. A colposcopia permite uma avaliação visual detalhada do colo do útero sob magnificação, utilizando soluções como ácido acético e lugol para identificar áreas com alterações sugestivas de lesão. Se houver áreas suspeitas, biópsias são realizadas para obter um diagnóstico histopatológico preciso, que guiará a necessidade de tratamentos adicionais, como procedimentos excisionais.
LSIL (Lesão Intraepitelial de Baixo Grau) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV e/ou displasia leve (NIC 1). A maioria das lesões LSIL regride espontaneamente.
A colposcopia é indicada em casos de LSIL persistente (dois resultados de LSIL em 6 meses ou após 12 meses de acompanhamento, dependendo da idade), ou em mulheres com LSIL e idade acima de 30 anos, ou em situações específicas como co-infecção por HIV.
O objetivo da colposcopia é identificar a localização e extensão da lesão no colo do útero, permitindo a realização de biópsias direcionadas para confirmar o diagnóstico histopatológico e excluir a presença de lesões de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo.
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