LIEAG na Colpocitologia: Próximos Passos Diagnósticos

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 45 anos, G3 P3 e laqueadura tubárea, traz para a consulta o laudo de colpocitologia oncótica com LIEAG (lesão intraepitelial de alto grau). Em relação à sequencia diagnóstica e terapêutica você informa que:

Alternativas

  1. A) deve ser feito a histerectomia, pois a paciente já tem prole definida.
  2. B) indicar conização com cirurgia de alta frequência, ver e tratar.
  3. C) deve ser feito a repetição do preventivo em 3 meses.
  4. D) indicar colposcopia com biópsia, para confirmar o diagnóstico.

Pérola Clínica

LIEAG no preventivo → SEMPRE colposcopia com biópsia para confirmar e guiar conduta.

Resumo-Chave

Um resultado de LIEAG (HSIL) na colpocitologia indica uma alta probabilidade de lesão pré-cancerosa significativa. A colposcopia com biópsia é essencial para visualizar a lesão, determinar sua extensão e confirmar o diagnóstico histopatológico, que é o padrão ouro para definir a conduta terapêutica.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG), também conhecida como HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) na terminologia de Bethesda, representa uma alteração citopatológica significativa no colo uterino, indicando uma alta probabilidade de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) de grau 2 ou 3. É uma condição pré-cancerosa que, se não tratada, pode evoluir para câncer invasivo de colo uterino. O rastreamento através da colpocitologia oncótica (Papanicolau) é fundamental para a detecção precoce dessas lesões, que são causadas pela infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Diante de um resultado de LIEAG, a conduta imediata e padrão ouro é a realização de uma colposcopia com biópsia dirigida. A colposcopia permite a visualização ampliada do colo uterino, identificando áreas com alterações sugestivas de lesão. A biópsia dessas áreas é crucial para obter um diagnóstico histopatológico preciso, que irá confirmar a presença e o grau da NIC e, mais importante, descartar a existência de um câncer invasivo já estabelecido. Apenas após a confirmação histopatológica é que se define a melhor abordagem terapêutica, que pode variar de excisão local (conização) a seguimento, dependendo do caso e da idade da paciente. É um erro comum, especialmente em provas, considerar a conização ou histerectomia como conduta inicial sem a confirmação histopatológica. A biópsia é indispensável para guiar o tratamento adequado, que visa remover a lesão pré-cancerosa e preservar a fertilidade, quando possível. O manejo adequado do LIEAG é um pilar na prevenção do câncer de colo uterino, uma das neoplasias mais prevalentes em mulheres.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados da colposcopia em casos de LIEAG?

A colposcopia pode revelar achados sugestivos de LIEAG, como epitélio acetobranco denso, mosaico grosseiro, pontilhado grosseiro, vasos atípicos e lesões que ocupam mais de dois quadrantes ou se estendem ao canal endocervical.

Por que a biópsia é fundamental após um LIEAG?

A biópsia é crucial para obter um diagnóstico histopatológico definitivo, que confirma a presença e o grau da lesão intraepitelial, diferencia de lesões de baixo grau e, mais importante, exclui a presença de câncer invasivo.

Qual a diferença entre LIEAG e NIC 2/3?

LIEAG (Lesão Intraepitelial de Alto Grau) é a terminologia citopatológica (Papanicolau), enquanto NIC 2 e NIC 3 (Neoplasia Intraepitelial Cervical graus 2 e 3) são as terminologias histopatológicas correspondentes, indicando a profundidade da lesão no epitélio cervical.

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