PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Mulher de 41 anos, com prole definida e queixa de sinusorragia há 2 meses, procura UBS para entregar resultado de CCO que evidencia a presença de lesão intraepitelial de alto grau (LIEAG). Diante deste resultado, ela é encaminhada para a realização de colposcopia. Neste exame verifica-se a presença de achados anormais, porém a JEC não é completamente visível. De acordo com o Ministério da Saúde, qual a conduta recomendada?
LIEAG + JEC não visível na colposcopia → Biópsia e avaliação do canal endocervical (ECC).
A não visibilidade completa da junção escamocolunar (JEC) em casos de lesão intraepitelial de alto grau (LIEAG) impede a exclusão de lesões no canal endocervical. Nesses cenários, a biópsia dirigida e a avaliação do canal endocervical são cruciais para um diagnóstico preciso e planejamento terapêutico adequado, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
A lesão intraepitelial de alto grau (LIEAG) é uma condição precursora do câncer de colo uterino, sendo sua detecção e manejo adequados fundamentais na saúde da mulher. A sinusorragia, como apresentada no caso, é um sintoma que pode indicar a presença de lesões cervicais, justificando a investigação com citopatologia (CCO) e, se alterada, colposcopia. O rastreamento e diagnóstico precoce são pilares na redução da mortalidade por câncer cervical. A colposcopia é o exame que permite a visualização magnificada do colo uterino e a identificação de áreas suspeitas para biópsia. No entanto, a não visibilidade completa da junção escamocolunar (JEC) é um achado importante. A JEC é a área de metaplasia onde a maioria das lesões se origina. Quando ela não é totalmente visível, significa que parte da zona de transformação pode estar dentro do canal endocervical, impedindo uma avaliação completa e aumentando o risco de lesões não detectadas. Nesses casos, as diretrizes do Ministério da Saúde recomendam a realização de biópsia dirigida das áreas anormais visíveis e, crucialmente, a avaliação do canal endocervical (ECC) para excluir a presença de lesões de alto grau ou câncer invasor que estariam fora do campo de visão colposcópico. A conduta subsequente dependerá dos resultados histopatológicos, podendo incluir conização ou outras abordagens terapêuticas.
A JEC é considerada não visível quando não se consegue observar completamente a transição entre o epitélio escamoso e o colunar, ou quando ela se retrai para o canal endocervical, impedindo a visualização de toda a zona de transformação.
A avaliação do canal endocervical (ECC) é crucial porque lesões de alto grau ou até mesmo câncer invasor podem estar localizadas mais profundamente no canal, fora do campo de visão da colposcopia. A biópsia e o ECC garantem um diagnóstico completo.
Após a confirmação de LIEAG no canal endocervical, as opções de tratamento incluem a conização cervical (excisão eletrocirúrgica ou a frio), que remove a lesão e a zona de transformação, e a histerectomia em casos selecionados, especialmente se a paciente tiver prole definida e outras comorbidades.
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