LIEAG: Conduta e Manejo da Lesão Intraepitelial de Alto Grau

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo feminino, de 25 anos, retorna ao médico do PSF com diagnóstico no citopatológico de LIEAG (Lesão Intraepitelial de Alto Grau). Na condução deste caso,

Alternativas

  1. A) a repetição da citologia após seis meses é aceitável como conduta inicial.
  2. B) a realização de nova citologia após três meses, a contar da data da coleta da citologia anterior, se a colposcopia não evidenciar lesão, para avaliar o canal endocervical.
  3. C) a recomendação de exérese imediata da lesão, se a paciente estiver gestante de doze semanas e o diagnóstico histopatológico evidenciar NIC II ou III.
  4. D) a realização de nova citologia após três meses, se a paciente em questão estiver infectada pelo HIV.

Pérola Clínica

LIEAG: colposcopia é padrão-ouro; em gestantes, exérese só pós-parto se invasão não excluída.

Resumo-Chave

O diagnóstico de LIEAG (NIC II/III) exige colposcopia e biópsia para confirmação histopatológica. A conduta subsequente depende do resultado histológico, da extensão da lesão e de fatores como gestação ou imunossupressão (HIV).

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG), que corresponde histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) graus II e III, é uma condição pré-cancerosa do colo uterino de grande importância na saúde da mulher. Sua detecção precoce através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) é fundamental para prevenir o câncer invasivo de colo uterino, uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres globalmente. A prevalência de LIEAG varia, mas é mais comum em mulheres jovens e está fortemente associada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O diagnóstico de LIEAG no citopatológico exige uma investigação mais aprofundada. A fisiopatologia envolve a infecção persistente por HPV, que leva a alterações celulares progressivas no epitélio cervical. A colposcopia é o próximo passo essencial, permitindo a visualização direta do colo uterino sob magnificação e a identificação de áreas suspeitas. A biópsia dirigida dessas áreas é crucial para obter o diagnóstico histopatológico definitivo (NIC II ou III), que guiará a conduta terapêutica. A suspeita de LIEAG deve ser alta em mulheres com citologia alterada, especialmente aquelas com fatores de risco como imunossupressão (HIV) ou história de infecção por HPV. O tratamento da LIEAG geralmente envolve a exérese da zona de transformação cervical, seja por conização (cirurgia de alta frequência - CAF ou conização a frio) ou ablação. Em casos de gestação, a conduta é mais conservadora, com colposcopias seriadas e biópsias limitadas, postergando a exérese para o pós-parto, a menos que haja forte suspeita de invasão. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas o seguimento pós-tratamento é vital para detectar recorrências. Pontos de atenção incluem a avaliação completa do canal endocervical e a consideração de condições especiais como a infecção por HIV, que pode exigir um seguimento mais rigoroso.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial após um citopatológico de LIEAG?

A conduta inicial após um citopatológico de LIEAG é a realização de colposcopia com biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão.

Como a gestação afeta o manejo de uma LIEAG?

Em gestantes, a colposcopia é indicada, mas a biópsia deve ser limitada. A exérese da lesão é geralmente postergada para o pós-parto, a menos que haja suspeita de câncer invasivo.

Qual a importância da colposcopia no diagnóstico de LIEAG?

A colposcopia é crucial para visualizar a lesão, determinar sua localização e extensão, e guiar a biópsia, que é essencial para o diagnóstico histopatológico definitivo de NIC II ou NIC III.

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