UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Paciente do sexo feminino, de 25 anos, retorna ao médico do PSF com diagnóstico no citopatológico de LIEAG (Lesão Intraepitelial de Alto Grau). Na condução deste caso,
LIEAG: colposcopia é padrão-ouro; em gestantes, exérese só pós-parto se invasão não excluída.
O diagnóstico de LIEAG (NIC II/III) exige colposcopia e biópsia para confirmação histopatológica. A conduta subsequente depende do resultado histológico, da extensão da lesão e de fatores como gestação ou imunossupressão (HIV).
A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG), que corresponde histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) graus II e III, é uma condição pré-cancerosa do colo uterino de grande importância na saúde da mulher. Sua detecção precoce através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) é fundamental para prevenir o câncer invasivo de colo uterino, uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres globalmente. A prevalência de LIEAG varia, mas é mais comum em mulheres jovens e está fortemente associada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O diagnóstico de LIEAG no citopatológico exige uma investigação mais aprofundada. A fisiopatologia envolve a infecção persistente por HPV, que leva a alterações celulares progressivas no epitélio cervical. A colposcopia é o próximo passo essencial, permitindo a visualização direta do colo uterino sob magnificação e a identificação de áreas suspeitas. A biópsia dirigida dessas áreas é crucial para obter o diagnóstico histopatológico definitivo (NIC II ou III), que guiará a conduta terapêutica. A suspeita de LIEAG deve ser alta em mulheres com citologia alterada, especialmente aquelas com fatores de risco como imunossupressão (HIV) ou história de infecção por HPV. O tratamento da LIEAG geralmente envolve a exérese da zona de transformação cervical, seja por conização (cirurgia de alta frequência - CAF ou conização a frio) ou ablação. Em casos de gestação, a conduta é mais conservadora, com colposcopias seriadas e biópsias limitadas, postergando a exérese para o pós-parto, a menos que haja forte suspeita de invasão. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas o seguimento pós-tratamento é vital para detectar recorrências. Pontos de atenção incluem a avaliação completa do canal endocervical e a consideração de condições especiais como a infecção por HIV, que pode exigir um seguimento mais rigoroso.
A conduta inicial após um citopatológico de LIEAG é a realização de colposcopia com biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão.
Em gestantes, a colposcopia é indicada, mas a biópsia deve ser limitada. A exérese da lesão é geralmente postergada para o pós-parto, a menos que haja suspeita de câncer invasivo.
A colposcopia é crucial para visualizar a lesão, determinar sua localização e extensão, e guiar a biópsia, que é essencial para o diagnóstico histopatológico definitivo de NIC II ou NIC III.
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