FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente com 35 anos de idade, G=3 P=3 A=0, encaminhada da Unidade Básica de Saúde (UBS) com resultado de Colpocitologia Oncótica (CO) de Lesão intra-epitelial de alto grau (LIE-AG). Qual das alternativas abaixo é o próximo passo para esta paciente?
LIE-AG em CO → sempre indicar colposcopia para avaliação e biópsia dirigida.
Um resultado de Colpocitologia Oncótica (CO) indicando Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIE-AG) é uma alteração significativa que requer investigação imediata. O próximo passo, conforme as diretrizes, é a realização de uma colposcopia com biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão, orientando a conduta terapêutica.
A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIE-AG) é uma alteração citológica detectada pela Colpocitologia Oncótica (CO), popularmente conhecida como Papanicolau, que indica a presença de células anormais com potencial de progressão para câncer invasivo do colo do útero. Essas lesões correspondem histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical de graus 2 (NIC 2) e 3 (NIC 3), que são consideradas lesões pré-malignas. O rastreamento regular com CO é fundamental para a detecção precoce dessas lesões e a prevenção do câncer cervical. Diante de um resultado de LIE-AG, a conduta imediata e padrão é a realização de uma colposcopia. A colposcopia é um exame que permite a visualização ampliada do colo do útero, vagina e vulva, utilizando um colposcópio. Durante o procedimento, são aplicadas soluções como ácido acético e lugol para realçar as áreas com alterações celulares, que podem indicar a presença de lesões. É essencial que, durante a colposcopia, sejam realizadas biópsias dirigidas das áreas suspeitas para obter um diagnóstico histopatológico preciso. O diagnóstico histopatológico é crucial para confirmar a LIE-AG e diferenciar de lesões de menor grau ou de câncer invasivo. Com base no resultado da biópsia, o tratamento pode variar desde a observação em casos selecionados (raros para LIE-AG) até procedimentos excisionais, como a conização (exérese da zona de transformação), que remove a lesão e previne a progressão para câncer. A histerectomia total não é a conduta inicial para LIE-AG, sendo reservada para casos de câncer invasivo ou em situações específicas.
LIE-AG (Lesão Intraepitelial de Alto Grau) indica alterações celulares significativas no colo do útero, que podem corresponder a NIC 2 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 2) ou NIC 3 (grau 3), consideradas lesões pré-malignas com alto risco de progressão para câncer invasivo.
O próximo passo obrigatório é a realização de uma colposcopia, um exame que permite visualizar o colo do útero com magnificação e aplicar soluções para identificar áreas anormais. Durante a colposcopia, deve-se realizar biópsia dirigida das áreas suspeitas para confirmação histopatológica.
A repetição da colpocitologia ou o acompanhamento sem investigação adicional não são recomendados para LIE-AG devido ao alto risco de progressão para câncer. A biópsia é essencial para determinar a gravidade exata da lesão e guiar o tratamento adequado, que pode incluir excisão da zona de transformação.
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