HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Paciente com 34 semanas de gravidez, realizou exame citológico de colo uterino, que evidenciou lesão intraepitelial de alto grau (HSIL). Ela foi, então, encaminhada à unidade de referência e realizou-se colposcopia com achados sugestivos de invasão. Optou-se pela realização de biópsia, com resultado de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 3. Quanto à melhor conduta nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
HSIL/NIC 3 na gravidez → adiar tratamento invasivo para 90 dias pós-parto, exceto suspeita de câncer invasivo.
Em gestantes com HSIL ou NIC 3, a conduta é expectante, com reavaliação após o parto. A intervenção imediata (conização) é reservada para casos com forte suspeita de câncer invasivo, devido aos riscos de prematuridade e hemorragia.
O diagnóstico de lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) ou neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 3 durante a gravidez é um desafio clínico que exige um manejo cuidadoso para equilibrar a saúde materna e fetal. A prevalência de HSIL em gestantes é semelhante à da população não grávida, e a maioria dessas lesões não progride durante a gestação, podendo até regredir no pós-parto. A colposcopia pode ser realizada na gravidez, mas a biópsia deve ser restrita a áreas com forte suspeita de invasão para evitar sangramento excessivo. Se a biópsia confirmar NIC 3 sem evidência de invasão, a conduta padrão é o seguimento. O tratamento invasivo, como a conização, é adiado para o período pós-parto (geralmente 6 a 12 semanas após o parto, ou 90 dias como na questão) devido aos riscos de complicações obstétricas, como aborto, parto prematuro e hemorragia. A exceção para o tratamento imediato é a suspeita ou confirmação de câncer cervical invasivo, onde a conduta dependerá do estágio da doença e da idade gestacional, podendo envolver interrupção da gravidez ou tratamento individualizado. No caso de NIC 3 sem invasão, a reavaliação pós-parto permite que o colo uterino retorne à sua anatomia normal, facilitando a avaliação e o tratamento definitivo, se necessário, com menor risco para a paciente e o bebê.
A conduta para HSIL ou NIC 3 em gestantes é geralmente expectante, com reavaliação da lesão cerca de 90 dias após o parto, para evitar riscos desnecessários à gestação.
A biópsia cervical é indicada na gravidez apenas se houver suspeita de câncer invasivo na colposcopia, para confirmar o diagnóstico e planejar o manejo adequado.
A conização durante a gravidez está associada a riscos aumentados de aborto espontâneo, parto prematuro, ruptura prematura de membranas e hemorragia, por isso é evitada em lesões pré-invasivas.
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