UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
Mulher de 26 anos, assintomática, fez exame colpocitológico e o laudo, emitido segundo a terminologia de Bethesda, informa que a amostra é satisfatória para avaliação e o exame compatível com lesão intraepitelial de alto grau. Com base neste laudo, conclui-se que:
Citologia HSIL → Colposcopia com biópsia. Em casos selecionados, 'ver e tratar' (conização) é opção para lesões de alto grau.
Uma citologia com Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL) indica uma alta probabilidade de lesão pré-cancerosa (NIC 2 ou NIC 3) no colo uterino. A conduta padrão é a colposcopia com biópsia dirigida. No entanto, em pacientes jovens com HSIL e colposcopia satisfatória, a abordagem 'ver e tratar' (conização imediata sem biópsia prévia) pode ser considerada, especialmente em locais com dificuldade de seguimento.
A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL), de acordo com a terminologia de Bethesda, representa uma alteração citológica significativa no colo uterino, correspondendo histologicamente à Neoplasia Intraepitelial Cervical de grau 2 (NIC 2) ou grau 3 (NIC 3). Essas lesões são precursoras do câncer de colo uterino e são causadas pela infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento através do exame colpocitológico (Papanicolau) é fundamental para a detecção precoce. A conduta frente a um resultado de HSIL é a realização de colposcopia com biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão. Em casos de HSIL, o valor preditivo positivo para NIC 2/NIC 3 é alto, o que justifica uma abordagem mais agressiva. A conização, que é a excisão da zona de transformação do colo uterino em forma de cone, é o tratamento de escolha para lesões de alto grau. O método 'ver e tratar' é uma estratégia em que, após a colposcopia, se a lesão for visível e a junção escamocolunar for satisfatória, a conização é realizada na mesma consulta, sem aguardar o resultado da biópsia prévia. Essa abordagem pode ser vantajosa em cenários onde o seguimento da paciente é difícil ou para reduzir o número de visitas. A captura híbrida para HPV, embora importante no rastreamento, não é o próximo passo para uma HSIL, pois a lesão já é considerada de alto risco e requer intervenção.
HSIL indica uma alteração celular significativa no colo uterino, com alta probabilidade de corresponder a uma lesão pré-cancerosa de moderada a grave (NIC 2 ou NIC 3), que tem potencial de progressão para câncer invasivo se não tratada.
O método 'ver e tratar' é uma abordagem em que, após uma colposcopia satisfatória e suspeita de lesão de alto grau, a conização (excisão da zona de transformação) é realizada imediatamente, sem aguardar o resultado de uma biópsia prévia. É uma opção para otimizar o tratamento e reduzir perdas de seguimento.
A captura híbrida para HPV não é o próximo passo para uma HSIL, pois a presença de HPV de alto risco já é implícita. Sua utilidade é maior no rastreamento primário (co-teste) ou na triagem de resultados de ASC-US ou LSIL, para identificar pacientes com maior risco de lesão de alto grau.
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