OASE - Obra de Assistência Social Evangélica (SC) — Prova 2023
O diagnóstico de uma lesão intraepitelial de alto grau engloba, exceto:
Lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) = NIC II, NIC III e Carcinoma in situ. NIC I é lesão de baixo grau.
A classificação das lesões intraepiteliais cervicais é crucial para o manejo. NIC I é considerada uma lesão de baixo grau, com alta chance de regressão espontânea, enquanto NIC II, NIC III e carcinoma in situ são lesões de alto grau que requerem intervenção.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) é uma alteração pré-maligna das células do colo do útero, geralmente causada pela infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). A classificação da NIC é fundamental para o rastreamento e manejo do câncer de colo uterino, uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres em países em desenvolvimento. A compreensão correta dos graus de NIC é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. As lesões intraepiteliais cervicais são classificadas em baixo grau (NIC I) e alto grau (NIC II, NIC III e carcinoma in situ). A NIC I, ou lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), envolve o terço inferior do epitélio e tem alta probabilidade de regressão espontânea. Já a NIC II e NIC III, ou lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), afetam dois terços ou mais da espessura do epitélio, respectivamente, e possuem maior potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratadas. O carcinoma in situ representa o estágio mais avançado da lesão pré-invasiva, onde as células neoplásicas ocupam toda a espessura do epitélio, mas sem invasão da membrana basal. O diagnóstico preciso e a diferenciação entre lesões de baixo e alto grau guiam a conduta terapêutica. Enquanto a NIC I pode ser apenas observada com acompanhamento citológico, as lesões de alto grau (NIC II, NIC III e carcinoma in situ) geralmente exigem procedimentos como colposcopia com biópsia e, se confirmadas, tratamento excisional (ex: conização) ou ablativo. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, reforçando a importância do rastreamento e da intervenção precoce.
As lesões intraepiteliais de alto grau (HSIL) incluem a Neoplasia Intraepitelial Cervical grau II (NIC II), grau III (NIC III) e o Carcinoma in situ. Estas lesões apresentam maior risco de progressão para câncer invasivo.
NIC I é classificada como lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL), caracterizada por alterações celulares leves e geralmente associada à infecção transitória por HPV, com alta taxa de regressão. As lesões de alto grau (NIC II, NIC III, CA in situ) envolvem alterações mais significativas e maior risco de progressão.
A diferenciação é crucial para o manejo clínico. Lesões de baixo grau (NIC I) frequentemente são acompanhadas, enquanto lesões de alto grau (NIC II, NIC III, CA in situ) geralmente requerem biópsia e tratamento para prevenir a progressão para câncer invasivo.
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