SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Mulher de 39 anos de idade, IIG,IIP, apresenta lesão intraepitelial de alto grau de colo do útero em exame citológico. A colposcopia identifica área de mosaico adentrando o canal endocervical. A biópsia da lesão é compatível com microinvasão estromal.O passo seguinte é
HSIL + microinvasão estromal + lesão endocervical → Conização (diagnóstica e terapêutica).
A presença de microinvasão estromal após biópsia de uma lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), especialmente quando a lesão adentra o canal endocervical, exige uma conização. Este procedimento é tanto diagnóstico (para avaliar a extensão real da invasão e as margens) quanto terapêutico, visando a remoção completa da lesão.
A lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), que engloba NIC 2 e NIC 3, representa um precursor importante do câncer de colo do útero. Quando a biópsia de uma HSIL revela microinvasão estromal, isso indica o estágio mais inicial de um câncer invasivo, exigindo uma abordagem terapêutica mais definitiva. A presença de microinvasão estromal, especialmente quando a lesão se estende para o canal endocervical (como indicado pelo mosaico adentrando o canal na colposcopia), torna a conização cervical a conduta padrão. A conização é um procedimento cirúrgico que remove uma porção cônica do colo do útero, incluindo a zona de transformação, onde a maioria das lesões se origina. Este procedimento tem dupla finalidade: é diagnóstico, pois permite uma avaliação histopatológica mais completa da extensão da invasão e das margens cirúrgicas, e terapêutico, pois remove a lesão. A histerectomia total é geralmente reservada para casos de invasão mais profunda, margens comprometidas após conização, ou quando a paciente já tem prole completa e não deseja preservar o útero.
Microinvasão estromal refere-se à invasão do estroma cervical por células neoplásicas em profundidade limitada (geralmente < 3-5 mm), sem invasão vascular ou linfática. É o estágio mais inicial do câncer invasivo de colo do útero.
A conização é indicada porque permite a remoção completa da zona de transformação e da lesão, servindo tanto como procedimento diagnóstico (para avaliar a profundidade exata da invasão e o comprometimento das margens) quanto terapêutico, com altas taxas de cura para microinvasão.
Os principais tipos de conização são a conização a frio (com bisturi) e a conização por cirurgia de alta frequência (CAF ou LEEP - Loop Electrosurgical Excision Procedure). A escolha depende da experiência do cirurgião e das características da lesão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo