HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Mulher de 40 anos, G2P2, traz citopatológico de colo uterino (CP) realizado recentemente, cujo resultado evidenciou lesão intraepitelial de alto grau. Em relação a esse caso, é correto afirmar que a paciente:
HSIL no CP é rastreamento alterado → sempre exige colposcopia com biópsia para diagnóstico histológico.
Um resultado de citopatológico (Papanicolau) indicando Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL) não é um diagnóstico definitivo, mas sim um achado de rastreamento que requer investigação adicional com colposcopia e biópsia para confirmação histológica e planejamento da conduta.
O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-invasoras, como a Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL). O citopatológico (Papanicolau) é a principal ferramenta de rastreamento, identificando alterações celulares que exigem investigação adicional. A presença de HSIL indica um risco significativo de lesão de alto grau subjacente ou até mesmo câncer invasor. A fisiopatologia das lesões cervicais está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O diagnóstico de HSIL no citopatológico não é o diagnóstico final, mas sim um indicativo que exige a realização de colposcopia com biópsia dirigida. A colposcopia permite a visualização detalhada do colo e a identificação de áreas com alterações acetobrancas ou vasculares, que são biopsiadas para análise histopatológica. O resultado histológico (CIN 2, CIN 3 ou carcinoma invasor) é que define a conduta. O tratamento para lesões de alto grau confirmadas histologicamente geralmente envolve procedimentos excissionais, como a conização, para remover a área afetada. O acompanhamento pós-tratamento é crucial para monitorar a recorrência da doença. A compreensão do fluxo de rastreamento, diagnóstico e tratamento é essencial para ginecologistas e profissionais da atenção primária.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica a presença de células escamosas anormais com características de lesão de alto grau, sugerindo uma alteração pré-cancerosa que pode progredir para câncer invasivo se não tratada.
A colposcopia permite visualizar o colo uterino com magnificação e identificar áreas suspeitas para biópsia. A biópsia fornece o diagnóstico histológico definitivo (CIN 2, CIN 3 ou câncer invasor), que é essencial para guiar a conduta terapêutica apropriada.
A vacina para HPV é primariamente profilática, prevenindo a infecção pelos tipos de HPV de alto risco e, consequentemente, o desenvolvimento de lesões. Não é um tratamento para lesões já estabelecidas, embora possa ter um papel na prevenção de recorrências em alguns casos.
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