HSIL (NIC 2/3): Conduta e Conização por CAF

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 26 anos, nulípara, apresentando citologia de colo do útero com lesão intraepitelial de alto grau, colposcopia evidenciando junção escamo-colunar (JEC) visível e achados sugestivos de lesão de alto grau. Frente a esses resultados, a conduta é:

Alternativas

  1. A) Criocauterização interessando a JEC.
  2. B) Conização de colo por CAF ( cirurgia de alta frequência).
  3. C) Seguimento com colposcopia e citologia a cada seis meses e, no agravo, realizar conização.
  4. D) Solicitação de hibridização para tipagem de sorotipo viral, que se for de baixo grau, assumir conduta expectante.

Pérola Clínica

HSIL + JEC visível + achados colposcópicos sugestivos → Conização por CAF (exceto em gestantes).

Resumo-Chave

Diante de uma lesão intraepitelial de alto grau (HSIL/NIC 2/3) confirmada por citologia e colposcopia com JEC visível e achados sugestivos, a conduta padrão é a excisão da zona de transformação, preferencialmente por conização com cirurgia de alta frequência (CAF), para remover a lesão e obter material para histopatológico.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL), que corresponde à Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) 2 e NIC 3, é uma condição pré-cancerosa do colo do útero causada pela infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). É uma etapa crucial na progressão para o câncer de colo uterino, sendo o rastreamento citopatológico (Papanicolau) fundamental para sua detecção precoce. O diagnóstico de HSIL é feito inicialmente pela citologia, seguido pela colposcopia com biópsia dirigida para confirmação histopatológica. A visibilidade da junção escamo-colunar (JEC) na colposcopia é um fator importante para definir a conduta, pois indica que toda a área de risco pode ser avaliada e tratada. A conduta para HSIL, especialmente quando a JEC é visível e há achados colposcópicos sugestivos, é a excisão da zona de transformação. A conização por Cirurgia de Alta Frequência (CAF), também conhecida como LEEP, é o método preferencial. Este procedimento remove a lesão de forma eficaz, permite a análise histopatológica das margens e tem menor morbidade em comparação com a conização a frio, sendo crucial para prevenir a progressão para o câncer invasivo.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre NIC 1, NIC 2 e NIC 3?

NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical) classifica a extensão da displasia no epitélio cervical. NIC 1 é displasia leve (baixo grau), afetando o terço inferior do epitélio. NIC 2 é displasia moderada (alto grau), afetando até dois terços. NIC 3 é displasia grave ou carcinoma in situ (alto grau), afetando mais de dois terços ou toda a espessura do epitélio.

O que é a Cirurgia de Alta Frequência (CAF) e por que é preferida na conização?

A CAF, ou LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure), é um procedimento que utiliza uma alça de eletrocirurgia para excisar a zona de transformação do colo uterino. É preferida por ser minimamente invasiva, permitir a obtenção de uma amostra para histopatológico e ter menor morbidade em comparação com a conização a frio.

Em que situações o seguimento com colposcopia e citologia é uma opção para lesões cervicais?

O seguimento é uma opção para lesões de baixo grau (NIC 1/LSIL), especialmente em adolescentes e mulheres jovens, devido à alta taxa de regressão espontânea. Para lesões de alto grau (HSIL/NIC 2/3), o seguimento é geralmente reservado para gestantes ou em casos muito específicos, sempre com acompanhamento rigoroso.

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