HSIL e HPV 16: Conduta e Colposcopia no Câncer de Colo

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 32 anos foi à consulta ginecológica de rotina para realização de colpocitologia oncótica. O exame evidenciou agrupamento de células escamosas com núcleos aumentados, hipercrômicos e irregulares, com alta relação núcleo-citoplasmática sugestiva de lesão intraepitelial de alto grau. Como a amostra foi coletada em meio líquido, foi solicitado teste de HPV, que veio positivo para o subtipo 16.Frente a essas informações, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) se trata de exame normal, com seguimento em 3 anos;
  2. B) pela associação com HPV-16, a lesão é considerada de baixo grau;
  3. C) se trata de uma lesão de alto grau com infecção por HPV de alto risco oncogênico, sendo indicada colposcopia;
  4. D) por se tratar de uma infecção por HPV de baixo risco oncogênico, está indicado seguimento semestral;
  5. E) se trata de uma infecção por HPV de alto risco oncogênico, sendo indicada a realização imediata da exérese da zona de transformação (EZT ou LEEP), sem a necessidade de colposcopia.

Pérola Clínica

HSIL + HPV-16 = lesão alto grau com alto risco oncogênico. Indicação imediata: Colposcopia para avaliação e biópsia.

Resumo-Chave

Um resultado de colpocitologia oncótica sugestivo de lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), especialmente quando associado à infecção por HPV de alto risco (como o subtipo 16), requer uma investigação mais aprofundada. A colposcopia é o próximo passo essencial para visualizar as lesões, realizar biópsias direcionadas e confirmar o diagnóstico histopatológico antes de qualquer tratamento definitivo.

Contexto Educacional

A colpocitologia oncótica, ou Papanicolau, é um método de rastreamento eficaz para o câncer de colo uterino, detectando alterações celulares que podem indicar lesões pré-cancerígenas ou câncer. A identificação de um agrupamento de células escamosas com características de lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) é um achado crítico que exige atenção imediata, pois representa um risco significativo de progressão para carcinoma invasivo. A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a causa principal do câncer de colo uterino. Os subtipos de HPV são classificados como de baixo ou alto risco oncogênico. O HPV-16 é um dos subtipos de alto risco mais prevalentes e agressivos, sendo responsável por uma grande proporção dos casos de HSIL e câncer cervical. A associação de um resultado de HSIL com um teste positivo para HPV-16 reforça a necessidade de uma conduta diagnóstica e terapêutica rigorosa. Diante de um HSIL e HPV-16 positivo, a colposcopia é o próximo passo indispensável. Este exame permite ao médico visualizar o colo uterino com um colposcópio, identificar a extensão e a localização da lesão, e realizar biópsias direcionadas. O diagnóstico histopatológico obtido pela biópsia é fundamental para confirmar a gravidade da lesão (NIC 2 ou NIC 3) e planejar o tratamento adequado, que pode incluir procedimentos excicionais como a exérese da zona de transformação (EZT ou LEEP) ou conização.

Perguntas Frequentes

O que significa uma lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) na colpocitologia?

HSIL indica alterações celulares significativas que sugerem uma lesão pré-cancerosa mais avançada, correspondendo geralmente à neoplasia intraepitelial cervical de grau 2 (NIC 2) ou grau 3 (NIC 3). Essas lesões têm um risco maior de progressão para câncer invasivo se não tratadas.

Qual a importância do HPV subtipo 16?

O HPV subtipo 16 é o tipo de HPV de alto risco oncogênico mais comum e está associado à maioria dos casos de câncer de colo uterino e lesões de alto grau. Sua presença reforça a necessidade de investigação e manejo adequados da lesão cervical.

Qual o objetivo da colposcopia após um HSIL?

A colposcopia permite a visualização magnificada do colo uterino para identificar áreas de alterações epiteliais. Com o uso de soluções como ácido acético e lugol, o colposcopista pode direcionar biópsias para as áreas mais suspeitas, obtendo um diagnóstico histopatológico preciso que guiará o tratamento.

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