HSIL Cervical: Conização e Tratamento de Lesões de Alto Grau

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 26 anos de idade, apresenta diagnóstico de lesão epitelial de alto grau em colo uterino. Qual das figuras a seguir demonstra o procedimento mais adequado a ser realizado para esta paciente?

Alternativas

  1. A) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2025/alternativas/mulher-26-anos-de-idade-apresenta-diagnostico-de-lesao-epite-alternativa-0.webp
  2. B) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2025/alternativas/mulher-26-anos-de-idade-apresenta-diagnostico-de-lesao-epite-alternativa-1.webp
  3. C) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2025/alternativas/mulher-26-anos-de-idade-apresenta-diagnostico-de-lesao-epite-alternativa-2.webp
  4. D) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2025/alternativas/mulher-26-anos-de-idade-apresenta-diagnostico-de-lesao-epite-alternativa-3.webp

Pérola Clínica

Lesão intraepitelial de alto grau (NIC 2/3, HSIL) → Conização cervical (LEEP/CAF) para diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

Em pacientes com lesão intraepitelial cervical de alto grau (NIC 2 ou 3 / HSIL), o tratamento de escolha é a excisão da zona de transformação, geralmente realizada por conização cervical, que pode ser feita por LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência). Este procedimento remove a lesão e permite a avaliação histopatológica das margens.

Contexto Educacional

A lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), também conhecida como neoplasia intraepitelial cervical grau 2 (NIC 2) ou grau 3 (NIC 3), representa um estágio avançado de alterações pré-cancerosas no colo uterino, com um risco significativo de progressão para carcinoma invasivo se não tratada. A detecção precoce dessas lesões através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) e a confirmação por colposcopia e biópsia são cruciais para o manejo eficaz. O tratamento para HSIL em mulheres jovens, como a paciente do enunciado, visa remover a lesão com margens livres, minimizando os riscos para a fertilidade e a integridade cervical. A conização cervical, seja por LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência), é o procedimento de escolha. Ele consiste na excisão de um cone de tecido do colo uterino que inclui a zona de transformação, onde a maioria das lesões se origina. Este procedimento não só remove a lesão, mas também fornece material para exame histopatológico detalhado, confirmando o diagnóstico e avaliando as margens cirúrgicas. A ablação (crioterapia, laser) pode ser considerada para lesões menores e bem delimitadas, mas não permite avaliação histopatológica. A histerectomia é reservada para casos de lesões recorrentes, margens comprometidas após conização ou quando a paciente já tem prole completa e não deseja preservar o útero. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar a recorrência da lesão.

Perguntas Frequentes

O que significa lesão epitelial de alto grau (HSIL) no colo uterino?

HSIL, ou NIC 2/3, indica alterações celulares pré-cancerosas significativas no epitélio cervical, com alto potencial de progressão para câncer invasivo se não tratadas.

Qual o procedimento mais adequado para tratar HSIL em uma mulher jovem?

O procedimento mais adequado é a conização cervical (LEEP ou CAF), que remove a zona de transformação onde a maioria das lesões se localiza, permitindo exame histopatológico e preservando o útero.

Quais são os riscos associados à conização cervical?

Os riscos incluem sangramento, infecção, estenose cervical, incompetência istmocervical (com risco de parto prematuro em gestações futuras) e, raramente, lesão de órgãos adjacentes.

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