Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Paciente, 24 anos, realiza colpocitologia oncótica por rotina com diagnóstico de lesão epitelial de alto grau associada a HPV. Qual é o próximo cuidado na gestação de saúde desta paciente?
Colpocitologia com lesão alto grau (HSIL/NIC 2-3) + HPV → Próximo passo é colposcopia para biópsia e estadiamento.
Um resultado de colpocitologia oncótica indicando lesão intraepitelial de alto grau (HSIL, NIC 2 ou NIC 3), especialmente se associado a HPV, exige uma investigação mais aprofundada. A colposcopia é o próximo passo essencial para visualizar as lesões, realizar biópsias dirigidas e confirmar o diagnóstico histopatológico antes de qualquer tratamento definitivo.
A lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), também conhecida como NIC 2 ou NIC 3, é uma condição pré-cancerosa do colo do útero fortemente associada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento através da colpocitologia oncótica (Papanicolau) é fundamental para a detecção precoce dessas lesões, permitindo intervenções que previnem o desenvolvimento do câncer cervical. Quando um Papanicolau revela HSIL, o próximo passo essencial na gestão da paciente é a realização de uma colposcopia. Este exame permite ao ginecologista visualizar o colo do útero com um colposcópio, aplicando soluções como ácido acético e lugol para identificar áreas com alterações celulares. Durante a colposcopia, biópsias dirigidas são realizadas nas áreas suspeitas para obter um diagnóstico histopatológico definitivo. Somente após a confirmação histopatológica da lesão de alto grau, e a avaliação da extensão da doença, é que se considera o tratamento. As opções terapêuticas incluem procedimentos excicionais como a Cirurgia de Alta Frequência (CAF) ou a conização, que removem a área afetada do colo do útero. A vacinação contra o HPV é uma medida preventiva primária, mas não é um tratamento para lesões já estabelecidas. Residentes em ginecologia devem dominar essa sequência diagnóstica e terapêutica.
Significa que há alterações celulares significativas no colo do útero, com alto potencial de progressão para câncer se não tratadas, e que a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a causa subjacente.
A colposcopia permite visualizar o colo do útero com magnificação, identificar áreas suspeitas de lesão e realizar biópsias dirigidas para obter um diagnóstico histopatológico preciso antes de qualquer tratamento.
As opções de tratamento incluem procedimentos excicionais como a Cirurgia de Alta Frequência (CAF) ou conização, que removem a área da lesão, e são indicadas após a confirmação histopatológica.
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