UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Mulher com resultado de colpocitologia indicando ""lesão de alto grau"". A conduta subsequente deve ser:
Colpocitologia com lesão de alto grau (HSIL) → Colposcopia + biópsia dirigida para confirmação histopatológica.
Um resultado de colpocitologia indicando lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) exige investigação imediata com colposcopia e biópsia dirigida. Esta etapa é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão antes de qualquer tratamento definitivo.
A colpocitologia, ou Papanicolau, é um método de rastreamento para o câncer de colo uterino. Um resultado de "lesão de alto grau" (HSIL - High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica a presença de alterações celulares significativas que podem corresponder a neoplasia intraepitelial cervical de grau 2 (NIC 2) ou grau 3 (NIC 3), consideradas lesões precursoras do câncer invasivo. Diante de um diagnóstico citológico de HSIL, a conduta subsequente é o encaminhamento para colposcopia. Este exame permite a visualização ampliada do colo uterino e a identificação de áreas com alterações suspeitas. Durante a colposcopia, deve-se realizar uma biópsia dirigida das áreas mais anormais para obter material para exame histopatológico, que confirmará a natureza e a extensão da lesão. A confirmação histopatológica é crucial para guiar o tratamento, que pode variar desde a observação (em casos selecionados de NIC 2 em adolescentes) até procedimentos excisionais como a conização (CAF ou LEEP), que remove a área afetada do colo uterino. A conduta adequada e precoce é fundamental para prevenir a progressão para o câncer invasivo.
Uma lesão de alto grau (HSIL) na colpocitologia indica a presença de alterações celulares significativas que podem corresponder a neoplasia intraepitelial cervical de grau 2 (NIC 2) ou grau 3 (NIC 3), consideradas lesões precursoras do câncer invasivo do colo uterino.
A colposcopia permite a visualização ampliada do colo uterino para identificar áreas com alterações suspeitas que não são visíveis a olho nu. É essencial para guiar a biópsia dirigida, que fornecerá o diagnóstico histopatológico definitivo da lesão.
A conização é um procedimento terapêutico indicado após a confirmação histopatológica de lesão de alto grau (NIC 2/3) ou câncer microinvasor, especialmente quando a lesão não é completamente visível na colposcopia ou há discordância entre citologia e biópsia, visando a remoção completa da área afetada.
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