HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Paciente de 19 anos apresenta citologia oncótica mostrando lesão intra-epitelial de baixo grau. A conduta indicada de acordo com as diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer de colo uterino do Ministério da Saúde e INCA é:
LSIL em < 25 anos: repetir citologia em 12 meses devido à alta taxa de regressão espontânea.
Em mulheres jovens (menores de 25 anos) com diagnóstico de Lesão Intra-epitelial de Baixo Grau (LSIL) na citologia oncótica, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras (INCA) é repetir a citologia em 12 meses. Isso se deve à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão e à imaturidade do colo uterino nessa faixa etária.
O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das estratégias mais eficazes na prevenção e detecção precoce da doença, sendo um tópico fundamental na ginecologia e para as provas de residência. A citologia oncótica (Papanicolau) é a principal ferramenta de rastreamento no Brasil, e a interpretação de seus resultados, especialmente as lesões intra-epiteliais de baixo grau (LSIL), exige conhecimento das diretrizes específicas para cada faixa etária. As lesões intra-epiteliais de baixo grau (LSIL) são frequentemente causadas pela infecção transitória pelo Papilomavírus Humano (HPV). Em adolescentes e mulheres jovens (geralmente menores de 25 anos), o sistema imunológico tem uma alta capacidade de eliminar o vírus, resultando em uma elevada taxa de regressão espontânea das lesões. Por essa razão, as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde e do INCA preconizam uma conduta expectante para LSIL nessa faixa etária, com a repetição da citologia em 12 meses, evitando intervenções desnecessárias que poderiam causar ansiedade ou complicações obstétricas futuras. Para mulheres com 25 anos ou mais, a conduta para LSIL é geralmente repetir a citologia em 6 meses. Se a lesão persistir ou progredir, a colposcopia é então indicada. É crucial que os residentes compreendam essas nuances para aplicar a conduta correta, otimizando o rastreamento e manejo das lesões cervicais, e prevenindo o câncer de colo uterino de forma eficaz e segura.
Para mulheres com menos de 25 anos diagnosticadas com LSIL na citologia oncótica, a conduta indicada pelas diretrizes brasileiras é repetir a citologia em 12 meses. Essa abordagem é preferida devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões nessa faixa etária.
A conduta difere porque mulheres jovens (especialmente < 25 anos) têm maior probabilidade de regressão espontânea das lesões por HPV e um colo uterino mais imaturo, o que pode dificultar a interpretação da colposcopia. Em mulheres ≥ 25 anos, a conduta pode ser repetir a citologia em 6 meses ou encaminhar para colposcopia se a lesão persistir.
A colposcopia é indicada se a lesão intra-epitelial de baixo grau (LSIL) persistir após o período de acompanhamento recomendado (por exemplo, após 12 meses em jovens ou 6 meses em mulheres ≥ 25 anos), ou se houver um resultado de ASC-H ou HSIL em qualquer idade.
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