Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Qual é a conduta MAIS adequada frente à criança com queimadura de segundo grau e que começa apresentar edema de face e região cervical?
Queimadura facial/cervical + edema → risco de obstrução de VA → intubação precoce.
Edema progressivo de face e região cervical em queimados indica risco iminente de obstrução das vias aéreas superiores. A intubação precoce é crucial para garantir a patência das vias aéreas antes que o edema dificulte ou impossibilite o procedimento.
A queimadura em crianças é uma emergência médica que exige avaliação rápida e manejo adequado, especialmente quando há suspeita de lesão inalatória. A presença de queimaduras na face e região cervical, acompanhada de edema progressivo, é um sinal de alarme crítico para o risco de obstrução das vias aéreas superiores. Nesses casos, a via aérea deve ser assegurada proativamente. A fisiopatologia envolve a inflamação e o extravasamento capilar na região queimada, levando ao edema tecidual. Se esse edema ocorrer na face e pescoço, pode comprimir as estruturas das vias aéreas, resultando em dificuldade respiratória e, eventualmente, em obstrução completa. A lesão inalatória direta, causada pela inalação de fumaça e gases tóxicos, também contribui para o edema e inflamação da mucosa traqueobrônquica. A conduta mais adequada frente a uma criança com queimadura de segundo grau e edema de face e região cervical é a intubação oro ou nasotraqueal precoce. Isso garante a patência das vias aéreas antes que o edema se torne tão pronunciado a ponto de dificultar ou impossibilitar a intubação. Esperar por sinais de insuficiência respiratória manifesta pode ser fatal, pois a intubação tardia em um cenário de edema maciço é um procedimento de alta complexidade e risco.
Sinais de alerta incluem queimaduras de face/pescoço, pelos nasais chamuscados, escarro carbonáceo, rouquidão, estridor, tosse e história de queimadura em ambiente fechado.
A intubação precoce é crucial porque o edema de face e pescoço pode progredir rapidamente, levando à obstrução das vias aéreas e tornando a intubação extremamente difícil ou impossível em um estágio posterior.
As complicações incluem obstrução de vias aéreas superiores, broncoespasmo, pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e intoxicação por monóxido de carbono ou cianeto.
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