UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Uma fritadeira elétrica foi esquecida ligada em uma lanchonete, causando chamas sobre o óleo de fritura e muita fumaça. Na tentativa de apagar o fogo, o auxiliar de cozinha jogou uma panela com água sobre as chamas, o que culminou com uma grande explosão. Levado às pressas ao pronto-socorro (PS), o funcionário estava consciente, respirando com estridor, retração esternal e com edema e queimaduras de 2º. e 3º. graus em face, tórax anterior e membros superiores. Durante a avaliação inicial, foi verificado a saturação de oxigênio com oxímetro de pulso que demonstrava 97%. Em relação a este caso, é correto afirmar que:
Queimadura de face/pescoço + estridor/rouquidão → intubação precoce, mesmo consciente, devido ao risco de edema de via aérea.
Pacientes com queimaduras em face e pescoço, especialmente com sinais de lesão inalatória como estridor ou rouquidão, têm alto risco de edema progressivo de via aérea. A intubação endotraqueal profilática é crucial para garantir a patência da via aérea antes que o edema a torne impossível.
A lesão inalatória é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes queimados, especialmente aqueles expostos a incêndios em ambientes fechados. Ela ocorre devido à inalação de produtos tóxicos da combustão e calor, levando a danos na via aérea superior e inferior. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. Os sinais de lesão inalatória incluem queimaduras em face e pescoço, pelos nasais queimados, rouquidão, estridor, tosse, escarro carbonáceo e história de exposição em ambiente fechado. O edema da via aérea superior pode ser rápido e progressivo, culminando em obstrução total. A intubação endotraqueal profilática é frequentemente necessária antes que o edema se instale completamente. O tratamento inicial de queimados com lesão inalatória foca na estabilização da via aérea, oxigenoterapia, hidratação venosa conforme a fórmula de Parkland e analgesia. A intoxicação por monóxido de carbono, comum nesses casos, deve ser suspeitada e confirmada por gasometria arterial com dosagem de carboxi-hemoglobina, pois o oxímetro de pulso pode ser enganoso.
Sinais incluem queimaduras em face/pescoço, pelos nasais queimados, escarro carbonáceo, rouquidão, estridor, tosse e história de exposição em ambiente fechado.
A intubação é profilática para prevenir o fechamento da via aérea devido ao edema progressivo que pode ocorrer nas primeiras 24-48 horas após a lesão inalatória, tornando a intubação muito mais difícil ou impossível.
O diagnóstico de intoxicação por monóxido de carbono requer a dosagem de carboxi-hemoglobina (COHb) na gasometria arterial, pois o oxímetro de pulso não é capaz de diferenciar COHb de oxi-hemoglobina.
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