PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Paciente no 7º pós-operatório de colecistectomia videolaparoscópica, apresenta-se ao pronto-socorro do hospital municipal ictérico. É correto afirmar
Icterícia pós-colecistectomia → suspeitar lesão iatrogênica de via biliar, especialmente em casos complexos.
A icterícia no pós-operatório de colecistectomia, especialmente na primeira semana, é um sinal de alerta para lesão iatrogênica da via biliar. Essas lesões são mais comuns em cirurgias de urgência, inflamação aguda ou variações anatômicas.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas não está isenta de complicações. A icterícia no pós-operatório, especialmente nos primeiros dias ou semanas, é um sinal de alarme que exige investigação imediata, pois pode indicar uma lesão grave da via biliar. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido para evitar morbidade e mortalidade significativas. A fisiopatologia da icterícia pós-colecistectomia pode ser obstrutiva (lesão da via biliar principal, coledocolitíase residual) ou hepatocelular (hepatite pós-operatória). A lesão iatrogênica da via biliar é uma complicação temida, ocorrendo em cerca de 0,3-0,6% das colecistectomias. O diagnóstico diferencial é crucial e envolve a avaliação dos níveis de bilirrubina (direta/indireta), enzimas hepáticas e exames de imagem como ultrassonografia, CPRM e CPRE. O tratamento depende da causa e da extensão da lesão. Lesões iatrogênicas podem exigir reparo cirúrgico complexo, drenagem biliar ou procedimentos endoscópicos. O prognóstico varia amplamente, sendo melhor com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. A prevenção é fundamental, com a adesão rigorosa à técnica cirúrgica e o reconhecimento de variações anatômicas.
As principais causas incluem lesão iatrogênica da via biliar (estenose, fístula, ligadura), coledocolitíase residual, pancreatite pós-CPRE (se realizada), colangite e, menos comumente, hepatite pós-operatória.
O diagnóstico envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e, frequentemente, colangiografia endoscópica retrógrada (CPRE) ou colangiografia trans-hepática percutânea (CTP) para diagnóstico e tratamento.
Fatores de risco incluem colecistite aguda grave, anatomia biliar aberrante, sangramento intraoperatório, obesidade, cirurgia de urgência e experiência do cirurgião. A 'visão crítica de segurança' é fundamental para prevenir essas lesões.
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