HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
No descolamento do ângulo esplênico do cólon, durante colectomia esquerda, houve lesão acidental no polo inferior do baço, numa extensão de 2,5 cm, talvez provocada pela válvula que afastava a parede abdominal. Ocorreu sangramento. O cirurgião deve
Lesão esplênica iatrogênica < 5 cm com sangramento → Preservação esplênica com hemostáticos e/ou sutura.
Em lesões esplênicas iatrogênicas de pequeno porte (geralmente < 5 cm) com sangramento, a conduta preferencial é a preservação do órgão. Isso pode ser feito através de agentes hemostáticos tópicos, sutura esplênica ou uma combinação de ambos, evitando a esplenectomia total ou parcial sempre que possível para manter a função imunológica do baço.
A lesão esplênica iatrogênica é uma complicação potencial em cirurgias abdominais, especialmente aquelas que envolvem o quadrante superior esquerdo, como a colectomia esquerda. A compreensão de seu manejo é crucial para residentes, pois a decisão entre preservação e esplenectomia tem implicações significativas para o paciente. A incidência varia, mas a lesão do baço é uma das complicações mais comuns em cirurgias colorretais. A fisiopatologia envolve o trauma direto ao parênquima esplênico, resultando em sangramento. O diagnóstico é intraoperatório, e a avaliação da extensão da lesão é fundamental. Lesões menores, com sangramento controlável, são candidatas à preservação. A suspeita deve surgir ao manipular estruturas próximas ao baço ou ao observar sangramento inesperado. O tratamento visa a hemostasia e a preservação da função esplênica. Isso pode incluir o uso de agentes hemostáticos tópicos, suturas esplênicas (esplenorrafia) ou, em casos mais graves, esplenectomia parcial ou total. O prognóstico é melhor com a preservação, que evita o risco de sepse pós-esplenectomia, uma complicação grave e potencialmente fatal.
As lesões esplênicas são classificadas de I a V. Lesões de baixo grau (I-III) geralmente permitem manejo não operatório ou preservação cirúrgica, enquanto as de alto grau (IV-V) podem exigir esplenectomia.
Agentes hemostáticos tópicos como celulose oxidada regenerada, colágeno microfibrilar, fibrina e géis de gelatina podem ser aplicados diretamente na lesão para controlar o sangramento.
A preservação do baço é vital devido à sua função imunológica na defesa contra bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Neisseria meningitidis, prevenindo a sepse pós-esplenectomia.
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