Lesão Esofágica por Álcali: Fases e Complicações

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa incorreta com relação à ingestão de álcali:

Alternativas

  1. A) A fase de ulceração e granulação começa cinco a sete dias após a lesão e dura de três a 12 dias.
  2. B) A fase necrótica dura de um a quatro dias após a lesão, durante a qual a coagulação de proteínas intracelulares resulta em necrose celular.
  3. C) A parede do esôfago está bastante enfraquecida durante a fase de ulceração e granulação.
  4. D) Na terceira fase, começa a cicatrização e o tecido conjuntivo recém-formado começa a contrair, resultando em estreitamento do esôfago.

Pérola Clínica

Lesão esofágica por álcali: fase de ulceração e granulação (3-12 dias) enfraquece a parede, risco de perfuração.

Resumo-Chave

A fase de ulceração e granulação, que ocorre de 3 a 12 dias após a lesão, é crítica devido ao enfraquecimento da parede esofágica, aumentando o risco de perfuração. A alternativa A está incorreta porque esta fase começa de 3 a 5 dias, não 5 a 7 dias.

Contexto Educacional

A ingestão de substâncias cáusticas, especialmente álcalis, é uma emergência médica grave que pode levar a lesões esofágicas e gástricas com morbidade e mortalidade significativas. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem a fisiopatologia e as fases da lesão para um manejo adequado. A epidemiologia varia, mas frequentemente envolve acidentes em crianças ou tentativas de suicídio em adultos. A fisiopatologia da lesão por álcali envolve necrose por liquefação, que permite a penetração profunda do agente na parede esofágica. As fases da lesão são: necrótica (1-4 dias), caracterizada por coagulação de proteínas intracelulares e necrose celular; ulceração e granulação (3-12 dias), onde a parede está enfraquecida e há risco de perfuração; e cicatrização e estenose (a partir da 3ª semana), com contração do tecido conjuntivo e estreitamento do lúmen. O diagnóstico inicial envolve endoscopia para estadiamento da lesão. O tratamento é complexo e depende da extensão da lesão, podendo variar de suporte clínico a intervenções cirúrgicas. As principais complicações a longo prazo são as estenoses esofágicas, que podem exigir dilatações endoscópicas repetidas ou cirurgia. O prognóstico está diretamente relacionado à gravidade da lesão inicial, sendo a prevenção a melhor abordagem.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases da lesão esofágica por ingestão de álcali?

As fases incluem a necrótica (1-4 dias), ulceração e granulação (3-12 dias), e cicatrização/estenose (a partir da 3ª semana).

Qual a principal complicação na fase de ulceração e granulação?

Nesta fase, a parede esofágica está enfraquecida, aumentando significativamente o risco de perfuração esofágica.

Como a ingestão de álcali difere da ingestão de ácido na lesão esofágica?

Álcalis causam necrose por liquefação, penetrando mais profundamente e causando lesões mais extensas no esôfago, enquanto ácidos causam necrose por coagulação, afetando mais o estômago.

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