HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Durante a colecistectomia videolaparoscópica, a lesão do ducto biliar mais frequente é:
Colecistectomia videolaparoscópica → lesão ducto biliar mais comum = transecção completa na bifurcação ou abaixo.
A lesão do ducto biliar é a complicação mais temida da colecistectomia videolaparoscópica. A lesão mais frequente é a transecção completa do ducto hepático comum na bifurcação ou abaixo dela, muitas vezes confundindo-o com o ducto cístico devido a variações anatômicas ou inflamação.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo, sendo o padrão-ouro para o tratamento da colelitíase sintomática. No entanto, a lesão do ducto biliar (LDB) é a complicação mais grave e temida, com uma incidência que varia de 0,3% a 0,6%. A principal causa dessas lesões é a identificação errônea da anatomia biliar, especialmente em situações de inflamação aguda, variações anatômicas ou dificuldade de visualização. A lesão do ducto biliar mais frequente durante a colecistectomia videolaparoscópica é a transecção completa do ducto hepático comum, seja na bifurcação ou abaixo dela. Isso ocorre quando o ducto hepático comum é confundido com o ducto cístico e é clipado ou seccionado. Essas lesões são classificadas e manejadas de acordo com sistemas como o de Strasberg ou Bismuth, que guiam a abordagem terapêutica, que pode variar desde reparos primários até reconstruções complexas como a hepaticojejunostomia em Y de Roux. A prevenção é fundamental e envolve a adesão rigorosa aos princípios de segurança, como a 'visão crítica de segurança', que exige a identificação clara de três estruturas: o ducto cístico, a artéria cística e a base da vesícula biliar, antes de qualquer clipagem ou secção. O reconhecimento precoce da lesão e o encaminhamento a um centro especializado são cruciais para o prognóstico do paciente.
A lesão biliar mais comum na colecistectomia videolaparoscópica é a transecção completa do ducto hepático comum, seja na bifurcação ou abaixo dela, frequentemente devido à identificação errônea das estruturas anatômicas.
Fatores que aumentam o risco incluem inflamação aguda severa (colecistite aguda), variações anatômicas do trato biliar, sangramento excessivo durante a cirurgia e experiência do cirurgião.
A prevenção envolve a adesão à 'visão crítica de segurança' (identificação clara do ducto cístico, artéria cística e base da vesícula), uso de colangiografia intraoperatória se houver dúvida anatômica e conversão para cirurgia aberta em casos de dificuldade.
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