HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Paciente com hemorragia digestiva alta retorna do serviço de endoscopia referindo a achado de lesão de Dieulafoy no exame. De que se trata esse achado?
Lesão de Dieulafoy = vaso submucoso anômalo exposto, causa rara mas grave de HDA.
A lesão de Dieulafoy é uma causa rara, mas potencialmente grave, de hemorragia digestiva alta, caracterizada pela presença de um vaso arterial submucoso de calibre anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera primária.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, e a identificação da causa é crucial para o manejo. Embora úlceras pépticas e varizes esofágicas sejam as etiologias mais frequentes, é importante reconhecer causas menos comuns, mas potencialmente graves, como a lesão de Dieulafoy. A lesão de Dieulafoy é caracterizada por um vaso arterial submucoso de calibre anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera primária ou inflamação significativa. Geralmente ocorre no estômago proximal, mas pode ser encontrada em qualquer parte do trato gastrointestinal. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que revela o vaso sangrando ou com estigma de sangramento. O tratamento é predominantemente endoscópico, utilizando métodos como injeção, coagulação ou clipagem para controlar a hemorragia. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e reduzir a mortalidade associada a essa condição.
A lesão de Dieulafoy é mais frequentemente encontrada no estômago, especialmente na pequena curvatura, a cerca de 6 cm da junção gastroesofágica, mas pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal, incluindo duodeno e cólon.
A fisiopatologia envolve a presença de uma artéria submucosa de calibre persistente e anormalmente grande que se estende até a mucosa. Uma pequena erosão ou defeito na mucosa pode expor o vaso, levando a sangramento maciço sem uma úlcera subjacente.
O tratamento de escolha é endoscópico, com técnicas como injeção de epinefrina, coagulação térmica, clipagem ou ligadura elástica para hemostasia. Em casos refratários ou de sangramento maciço incontrolável, pode ser necessária intervenção cirúrgica ou angiográfica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo