Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
A hemorragia digestiva ocasionada pela lesão de Dieulafoy é:
Lesão de Dieulafoy = artéria submucosa tortuosa e dilatada que erode a mucosa, causando sangramento maciço.
A lesão de Dieulafoy é uma causa rara, mas potencialmente fatal, de hemorragia digestiva, caracterizada por uma artéria submucosa anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera primária ou inflamação.
A hemorragia digestiva é uma emergência médica comum, e a identificação da causa é crucial para o manejo adequado. A lesão de Dieulafoy, embora rara, é uma causa importante de sangramento gastrointestinal maciço e recorrente, muitas vezes subestimada. Sua fisiopatologia envolve uma artéria submucosa anormalmente grande e tortuosa que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera primária, inflamação ou malformação arteriovenosa. Clinicamente, a lesão de Dieulafoy manifesta-se tipicamente como hemorragia digestiva alta aguda e maciça, que pode ser intermitente. O diagnóstico é um desafio e é feito por endoscopia digestiva alta, que pode revelar a artéria protuberante ou o sangramento ativo. A ausência de uma úlcera ou outra lesão óbvia é uma característica distintiva. O tratamento é predominantemente endoscópico, com altas taxas de sucesso na hemostasia. Para residentes, é vital estar ciente da lesão de Dieulafoy como um diagnóstico diferencial em pacientes com hemorragia digestiva inexplicada, especialmente quando a endoscopia inicial não revela uma causa óbvia. A compreensão de sua patogênese e as opções de tratamento são fundamentais para o manejo eficaz e para evitar complicações graves, como choque hipovolêmico.
A lesão de Dieulafoy é mais comumente encontrada no estômago, especialmente na pequena curvatura, a cerca de 6 cm da junção gastroesofágica. No entanto, pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal, incluindo duodeno, jejuno, cólon e reto.
O diagnóstico da lesão de Dieulafoy é feito principalmente por endoscopia digestiva alta, que revela uma artéria protuberante ou sangrando ativamente através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera, inflamação ou massa. Pode ser desafiador devido ao sangramento intermitente.
O tratamento primário é endoscópico, utilizando métodos como injeção de epinefrina, eletrocauterização, clipagem ou ligadura elástica para hemostasia. Em casos refratários ou de sangramento maciço, pode ser necessária embolização angiográfica ou cirurgia.
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