SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A lesão de Dieulafoy, uma das causas de hemorragia digestiva, é definida como:
Lesão de Dieulafoy = vaso submucoso anômalo exposto, sangramento maciço, mais comum em estômago proximal (< 6 cm da JEG).
A lesão de Dieulafoy é uma causa rara, mas importante, de hemorragia digestiva, caracterizada por uma artéria submucosa de calibre persistente que se projeta através da mucosa, sem úlcera primária. O sangramento é geralmente agudo e maciço, exigindo diagnóstico e tratamento endoscópico urgentes.
A lesão de Dieulafoy é uma causa incomum, mas clinicamente importante, de hemorragia digestiva, responsável por cerca de 1-2% dos casos de sangramento gastrointestinal agudo. É caracterizada por uma artéria submucosa de calibre anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem evidência de úlcera primária, inflamação ou malformação vascular sistêmica. Sua importância reside no potencial de sangramento maciço e recorrente, que pode ser fatal se não diagnosticado e tratado rapidamente. A fisiopatologia envolve a erosão da mucosa adjacente ao vaso anômalo, expondo-o e levando ao sangramento. O diagnóstico é predominantemente endoscópico, onde se observa um vaso proeminente, com ou sem sangramento ativo ou coágulo aderido, em uma mucosa aparentemente normal. A localização mais comum é no estômago proximal, a cerca de 6 cm da junção esofagogástrica, mas pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal. A suspeita deve surgir em pacientes com hemorragia digestiva alta inexplicada, especialmente se for maciça. O tratamento é primariamente endoscópico, com taxas de sucesso elevadas. As modalidades incluem injeção de epinefrina, aplicação de clipes hemostáticos, coagulação térmica (eletrocautério, argônio) ou ligadura elástica. A combinação de métodos pode aumentar a eficácia. Em casos de falha endoscópica ou sangramento refratário, a embolização angiográfica ou a intervenção cirúrgica (ressecção ou ligadura do vaso) podem ser necessárias. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a recorrência é uma preocupação.
Os sinais de uma lesão de Dieulafoy são principalmente hemorragia digestiva alta aguda e maciça, manifestando-se como hematêmese ou melena. Pode haver instabilidade hemodinâmica devido à perda volêmica.
O diagnóstico da lesão de Dieulafoy é feito por endoscopia digestiva alta, que revela um vaso proeminente e sangrante (ou com coágulo aderido) sem úlcera primária significativa, geralmente no estômago proximal.
O tratamento da lesão de Dieulafoy é endoscópico, utilizando métodos como injeção de epinefrina, clipagem, coagulação térmica ou ligadura elástica para controlar o sangramento. Em casos refratários, pode ser necessária embolização angiográfica ou cirurgia.
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