SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A lesão de Dieulafoy, uma das causas de hemorragia digestiva, é definida como:
Dieulafoy = artéria submucosa calibrosa que erode mucosa → HDA maciça, geralmente perto da junção EG.
A lesão de Dieulafoy é uma artéria submucosa de grande calibre que não se ramifica, causando sangramento arterial intermitente e volumoso através de um pequeno defeito mucoso.
A lesão de Dieulafoy representa cerca de 1-2% das causas de hemorragia digestiva alta, mas é clinicamente desafiadora devido ao seu caráter intermitente e potencial de sangramento maciço. Diferente das úlceras pépticas, não há processo inflamatório crônico ou relação direta com H. pylori ou AINEs; a artéria simplesmente mantém seu calibre original ao atingir a submucosa. O diagnóstico endoscópico pode ser difícil se a lesão não estiver sangrando ativamente no momento do exame, muitas vezes exigindo repetidas endoscopias ou o uso de Doppler endoscópico para localização. O manejo moderno foca na hemostasia endoscópica, com altas taxas de sucesso, reservando a angiografia com embolização ou cirurgia apenas para casos refratários.
É uma condição vascular rara onde uma artéria submucosa de calibre persistentemente grande (1-3 mm) falha em se ramificar em capilares. Ela erode a mucosa sobrejacente, resultando em um pequeno defeito mucoso que expõe o vaso, causando hemorragia arterial maciça sem a presença de uma úlcera verdadeira.
A grande maioria das lesões (cerca de 75-95%) ocorre no estômago, especificamente na pequena curvatura, a uma distância de até 6 cm da junção esofagogástrica. No entanto, pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal, incluindo duodeno e cólon.
O tratamento de escolha é a hemostasia endoscópica. Métodos mecânicos, como a aplicação de hemoclipes ou ligadura elástica, são altamente eficazes. Métodos térmicos (eletrocoagulação) ou injeção de esclerosantes também podem ser utilizados, muitas vezes em combinação para reduzir o risco de ressangramento.
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