HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Na lesão de Dieulafoy, espera-se encontrar na descrição do exame endoscópico:
Lesão de Dieulafoy = sangramento arterial de vaso submucoso anômalo através de mucosa adjacente íntegra.
A lesão de Dieulafoy é uma causa rara, mas importante, de hemorragia digestiva alta, caracterizada por um vaso arterial submucoso de calibre anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, sem úlcera primária ou inflamação significativa.
A lesão de Dieulafoy é uma causa rara, mas potencialmente fatal, de hemorragia digestiva, mais frequentemente no trato gastrointestinal superior. Caracteriza-se pela presença de uma artéria submucosa de calibre anormalmente grande que se estende até a mucosa, onde um pequeno defeito na superfície permite a exposição e ruptura do vaso, resultando em sangramento arterial profuso. A particularidade é que a mucosa circundante é, na maioria dos casos, macroscopicamente normal, sem evidência de úlcera, erosão ou inflamação primária. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, onde o achado clássico é um vaso proeminente ou sangrando ativamente (jato pulsátil ou gotejamento) através de uma mucosa aparentemente íntegra. Devido à intermitência do sangramento, a lesão pode ser difícil de localizar, exigindo uma inspeção cuidadosa. A maioria das lesões ocorre no estômago, especialmente na pequena curvatura, mas podem ser encontradas em qualquer parte do trato gastrointestinal. O tratamento primário é endoscópico, com técnicas como injeção de epinefrina, eletrocauterização, clipagem ou ligadura elástica para alcançar a hemostasia. Em casos de falha endoscópica ou sangramento recorrente, a angiografia com embolização ou, em último caso, a cirurgia podem ser necessárias. Para residentes, é crucial reconhecer essa condição para um manejo rápido e eficaz, diferenciando-a de outras causas mais comuns de sangramento gastrointestinal.
A lesão de Dieulafoy é uma malformação vascular caracterizada por uma artéria submucosa de calibre anormalmente grande que se projeta através de um pequeno defeito na mucosa, causando sangramento. É mais comum no estômago, especialmente na pequena curvatura.
Endoscopicamente, observa-se um vaso arterial proeminente ou sangrando ativamente (jato ou gotejamento pulsátil) através de uma mucosa adjacente que é macroscopicamente íntegra, sem sinais de úlcera, erosão ou inflamação primária.
O tratamento é endoscópico, visando a hemostasia. As opções incluem injeção de adrenalina, eletrocauterização, clipagem endoscópica ou ligadura elástica. Em casos refratários, pode ser necessária embolização angiográfica ou cirurgia.
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