HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Homem, 55 anos de idade, caminhoneiro, comparece em consulta ambulatorial por lesão cutânea em membro superior esquerdo há 3 meses, com crescimento progressivo. Nega traumas locais e sangramento. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, sem linfonodomegalias, com presença de lesão única em face posterior de antebraço esquerdo de 0,8cm, conforme imagem a seguir. Considerando o caso clínico, o procedimento indicado para a lesão apresentada neste momento é:
Lesão cutânea com crescimento progressivo e suspeita de malignidade → Biópsia excisional com margem adequada.
Uma lesão cutânea com crescimento progressivo, especialmente em um paciente com histórico de exposição solar (caminhoneiro), levanta forte suspeita de malignidade (melanoma, carcinoma basocelular ou espinocelular). A biópsia excisional é o procedimento de escolha para lesões pequenas e suspeitas, pois permite a remoção completa da lesão e uma avaliação histopatológica precisa das margens, sendo diagnóstica e, muitas vezes, terapêutica.
A avaliação de lesões cutâneas é uma parte fundamental da prática médica, especialmente em pacientes com histórico de exposição solar, como caminhoneiros. Uma lesão com crescimento progressivo por três meses, sem trauma ou sangramento, é um sinal de alerta para malignidade, sendo o câncer de pele (melanoma, carcinoma basocelular ou espinocelular) a principal preocupação. Nesses casos, a abordagem diagnóstica e terapêutica inicial é crucial. A biópsia excisional é o procedimento de escolha para lesões pequenas e suspeitas. Ela consiste na remoção completa da lesão com uma pequena margem de tecido saudável ao redor, permitindo que o patologista avalie toda a lesão, incluindo suas margens, e determine a profundidade de invasão, especialmente importante no caso de melanoma (espessura de Breslow). Esse procedimento é frequentemente diagnóstico e curativo em um único tempo. Outras opções como cauterização, curetagem ou biópsia incisional (remoção parcial) são menos ideais para lesões suspeitas de melanoma, pois podem subestimar a profundidade da lesão, dificultar o estadiamento correto e, consequentemente, comprometer o prognóstico e o planejamento terapêutico. A decisão pelo tipo de biópsia deve ser guiada pela suspeita clínica e pelo tamanho/localização da lesão, sempre visando a obtenção de material adequado para um diagnóstico histopatológico preciso.
Características que levantam suspeita de malignidade incluem assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores, diâmetro maior que 6mm e evolução (crescimento, mudança de cor/forma, sangramento). A regra do ABCDE é útil para melanoma.
A biópsia excisional é preferível para lesões suspeitas de melanoma porque permite a remoção completa da lesão com uma margem de segurança, possibilitando a avaliação histopatológica precisa da espessura de Breslow, que é o principal fator prognóstico e guia para o tratamento subsequente.
A biópsia incisional (punch ou shave) pode ser usada para lesões muito grandes onde a excisão total não é prática, ou em áreas cosmeticamente sensíveis. A curetagem e a cauterização são geralmente reservadas para lesões benignas ou carcinomas basocelulares superficiais, quando o diagnóstico já está estabelecido.
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