UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Adolescente, 15a, procura Unidade Básica de Saúde para avaliação de uma lesão que não cicatriza há dois meses. Exame físico: lesão em face anterior de região tibial esquerda, sem outras alterações. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Lesão cutânea crônica em adolescente sem trauma evidente → Investigar causas atípicas e sistêmicas.
Uma lesão que não cicatriza em um adolescente por dois meses, especialmente na região tibial, exige uma investigação aprofundada. Embora trauma seja comum, a cronicidade sem melhora levanta a suspeita de condições menos óbvias, como infecções atípicas (micobacterioses), doenças inflamatórias (pioderma gangrenoso), vasculites ou, menos comum nessa idade, neoplasias.
Lesões cutâneas que não cicatrizam em adolescentes representam um desafio diagnóstico, pois o espectro de possibilidades é amplo e pode incluir condições benignas e malignas. A região tibial é particularmente suscetível a traumas, mas a persistência da lesão por dois meses sem melhora exige uma investigação mais aprofundada para além das causas comuns. A abordagem diagnóstica deve incluir uma anamnese detalhada sobre o início, evolução, fatores desencadeantes e tratamentos prévios, além de um exame físico completo. É fundamental considerar infecções atípicas (como tuberculose cutânea, infecções fúngicas profundas), doenças inflamatórias (como pioderma gangrenoso, lúpus eritematoso sistêmico com úlceras), vasculites e, embora raras na adolescência, neoplasias cutâneas. A biópsia da lesão é frequentemente necessária para obter um diagnóstico definitivo, permitindo a análise histopatológica e culturas microbiológicas. O tratamento dependerá da etiologia identificada, podendo variar desde antibióticos específicos até imunossupressores ou excisão cirúrgica.
As causas de lesões cutâneas crônicas em adolescentes são variadas e incluem infecções (bacterianas, fúngicas, micobacterianas), doenças inflamatórias (como pioderma gangrenoso, vasculites), traumas repetitivos, e, mais raramente, neoplasias ou doenças sistêmicas com manifestações cutâneas.
A biópsia da lesão é crucial para estabelecer o diagnóstico definitivo em casos de lesões cutâneas crônicas que não cicatrizam. Ela permite a análise histopatológica, microbiológica e, se necessário, imuno-histoquímica, auxiliando na identificação da etiologia subjacente.
Deve-se suspeitar de uma causa atípica quando a lesão não responde ao tratamento convencional, apresenta características incomuns (bordas elevadas, necrose extensa, dor desproporcional) ou quando há sintomas sistêmicos associados, como febre, perda de peso ou outras manifestações em diferentes órgãos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo