SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Sobre lesão contusa de grandes vasos torácicos está INCORRETO:
Lesão contusa de grandes vasos torácicos: aorta é a mais comum, pseudoaneurisma frequente, tratamento pode ser endovascular ou cirúrgico.
O trauma contuso de grandes vasos torácicos, especialmente da aorta, é uma emergência grave. Embora a toracotomia seja uma opção, o tratamento endovascular (TEVAR) é cada vez mais preferido devido à menor morbimortalidade, tornando a afirmação de 'nunca por procedimento endovascular' incorreta.
As lesões contusas de grandes vasos torácicos, embora não sejam as mais frequentes no trauma torácico, são extremamente graves e associadas a alta mortalidade. A aorta torácica é o vaso mais comumente envolvido, e o pseudoaneurisma é a lesão mais comum. A suspeita diagnóstica inicial pode ser levantada por achados no raio-x de tórax, como alargamento do mediastino, mas o diagnóstico definitivo é estabelecido pela angiotomografia. A fisiopatologia envolve forças de desaceleração e cisalhamento que atuam sobre a aorta, especialmente no istmo aórtico, que é relativamente fixo. A angiotomografia permite uma avaliação detalhada da extensão da lesão, que pode variar de uma lesão intimal mínima a uma ruptura completa. A rápida identificação é vital para o prognóstico do paciente. O tratamento dessas lesões evoluiu significativamente. Enquanto a toracotomia posterolateral com interposição de enxerto foi o pilar do tratamento por muito tempo, o reparo endovascular da aorta torácica (TEVAR) emergiu como a modalidade preferencial em muitos casos devido à sua menor invasividade, menor tempo de recuperação e redução da morbimortalidade. Portanto, afirmar que o tratamento 'nunca' pode ser endovascular está incorreto.
Sinais incluem alargamento do mediastino no raio-x de tórax, desvio da traqueia, fraturas de costelas múltiplas, hemotórax e choque inexplicável. A suspeita clínica é crucial em pacientes com trauma de alta energia.
A angiotomografia é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de lesões de grandes vasos torácicos, permitindo identificar o tipo e a extensão da lesão, como pseudoaneurismas ou rupturas.
As opções incluem reparo cirúrgico aberto (toracotomia com interposição de enxerto) e o reparo endovascular da aorta torácica (TEVAR), sendo este último frequentemente preferido por sua menor invasividade.
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