SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
O espectro de gravidade de lesão contusa cerebrovascular arterial Grau II, corresponde a:
Lesão cerebrovascular arterial Grau II = dissecção/hematoma com estreitamento luminal ≥25%.
A classificação das lesões cerebrovasculares arteriais contusas (Blunt Cerebrovascular Injury - BCVI) é essencial para guiar o tratamento e prognóstico. O Grau II, segundo a escala de Denver, indica uma dissecção ou hematoma intimal com estreitamento luminal significativo (≥25%), o que já confere risco de eventos isquêmicos e exige intervenção.
As lesões cerebrovasculares arteriais contusas (BCVI) são complicações potencialmente devastadoras do trauma cervical e craniofacial, podendo levar a acidentes vasculares cerebrais isquêmicos. A identificação precoce e a classificação correta dessas lesões são fundamentais para o manejo adequado e a prevenção de sequelas neurológicas graves. A escala de Denver é amplamente utilizada para graduar a gravidade dessas lesões. O espectro de gravidade varia do Grau I (irregularidade luminal mínima) ao Grau V (transecção com extravasamento). O Grau II, especificamente, corresponde à presença de dissecção arterial ou hematoma intimal com um estreitamento luminal igual ou superior a 25%. Essa condição indica uma lesão mais significativa da parede arterial, com potencial para formação de trombos e embolização distal, ou progressão para oclusão ou pseudoaneurisma. O diagnóstico de BCVI é frequentemente realizado por angiotomografia (Angio-TC) ou angiografia por ressonância magnética (Angio-RM) em pacientes com fatores de risco ou sinais sugestivos. O tratamento para lesões Grau II geralmente envolve terapia antitrombótica (antiplaquetários ou anticoagulantes) para reduzir o risco de AVC. Residentes devem estar atentos aos mecanismos de trauma e aos sinais de alerta para BCVI, como déficits neurológicos inexplicáveis ou hematomas cervicais, para garantir um diagnóstico e manejo oportunos.
A classificação, como a escala de Denver, é crucial para estratificar o risco de eventos isquêmicos cerebrais e guiar o manejo. Lesões de maior grau têm maior risco de complicações tromboembólicas e podem exigir anticoagulação ou intervenção endovascular.
Uma BCVI Grau II é diagnosticada por angiografia (TC, RM ou convencional) que revela dissecção arterial ou hematoma intimal com estreitamento luminal de 25% ou mais. Outros graus incluem irregularidade luminal (Grau I), pseudoaneurisma (Grau III), oclusão (Grau IV) e transecção com extravasamento (Grau V).
O tratamento inicial para BCVI Grau II geralmente envolve terapia antitrombótica, como heparina ou antiagregantes plaquetários, para prevenir eventos isquêmicos. A decisão depende da localização da lesão, sintomas e riscos de sangramento associados ao trauma.
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