PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
FM, sexo masculino, 38 anos, retornava de uma boate após uma noite de libação alcoólica, quando seu carro colidiu contra um carro estacionado. Era o motorista e usava cinto de segurança. Chegou ao hospital estável, porém queixando dor abdominal incaracterística. Foi realizada cistografia. Dentre as opções abaixo, assinale a hipótese diagnóstica e conduta CORRETAS:
Trauma abdominal + cinto segurança + dor incaracterística + cistografia → suspeitar lesão bexiga. Intraperitoneal = cirurgia.
Em trauma abdominal fechado com cinto de segurança, a bexiga cheia é vulnerável à ruptura. A cistografia é essencial para diferenciar lesões extraperitoneais (manejo conservador com cateter) de intraperitoneais (manejo cirúrgico por laparotomia e cistorrafia), devido ao risco de peritonite.
O trauma abdominal fechado é uma causa comum de morbimortalidade, frequentemente associado a acidentes automobilísticos. A lesão de bexiga, embora menos comum que outras lesões viscerais, é uma complicação séria que exige reconhecimento e manejo rápidos para evitar peritonite e sepse. A presença de cinto de segurança, paradoxalmente, pode aumentar o risco de lesões vesicais se a bexiga estiver cheia no momento do impacto. O diagnóstico de lesão de bexiga é suspeitado por hematúria e dor abdominal baixa após trauma, especialmente se houver fratura pélvica associada. A cistografia retrógrada é o exame de escolha, demonstrando o extravasamento de contraste. É crucial diferenciar a ruptura extraperitoneal, que geralmente se resolve com drenagem vesical por cateter de demora e antibioticoterapia profilática, da ruptura intraperitoneal. A ruptura intraperitoneal da bexiga, que ocorre quando o extravasamento de urina se dá para a cavidade peritoneal, é uma emergência cirúrgica. A urina na cavidade peritoneal pode levar a peritonite química e infecção, exigindo laparotomia exploradora e reparo cirúrgico (cistorrafia). O prognóstico é geralmente bom se a lesão for identificada e tratada prontamente.
Os sinais podem incluir dor abdominal baixa, hematúria macroscópica, dificuldade para urinar, distensão abdominal e, em casos de ruptura intraperitoneal, sinais de peritonite.
A cistografia é o exame padrão-ouro, injetando contraste na bexiga para identificar extravasamento. Ela diferencia rupturas extraperitoneais (geralmente tratadas com cateterismo) de intraperitoneais (que exigem cirurgia).
Lesões extraperitoneais, na maioria dos casos, são manejadas conservadoramente com cateterismo vesical de demora. Lesões intraperitoneais, devido ao risco de peritonite urinária, requerem laparotomia exploradora e cistorrafia.
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