Lesão de Bexiga Pós-Cesariana: Diagnóstico e Manejo

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma senhora de 33 anos de idade, no quinto pós-operatório de cesariana, vai ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal de forte intensidade desde a alta, há 2 dias. Não teve melhora com uso de dipirona, tramadol e simeticona. Vem até piorando. Refere aumento do volume abdominal. Diz ter sido submetida a sondagem vesical de demora no pós-operatório da cesariana. Antecedentes cirúrgicos: apendicectomia e miomectomia. Está em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril, mas um pouco taquipneica. Pulso: 96 bpm, PA: 140 × 90 mmHg, FR: 20 irpm, SatO₂: 96%. O abdome é globoso e distendido, sendo difusamente doloroso. Em quadrante inferior esquerdo parece até esboçar descompressão brusca positiva. O útero é palpável 2 cm abaixo da cicatriz umbilical. No exame especular, não se vê sangramento ativo. Toque vaginal: colo fechado, indolor à mobilização, anexos livres. Hemoglobina: 11,3 g/dL, hematócrito: 34,2%, leucócitos: 10.670/mm³, plaquetas: 399.000/mm³, PCR: 97 mg/L, ureia: 76 mg/dL, creatinina: 4,14 mg/dL, Na⁺: 135 mEq/L, K⁺: 4,6 mEq/L. Fez a tomografia ilustrada.A principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) lesão de bexiga intraperitoneal.
  2. B) lesão de bexiga extraperitoneal.
  3. C) infecção puerperal.
  4. D) lesão iatrogênica de delgado. 
  5. E) corpo estranho retido (gossypiboma).

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