SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente masculino idade média aproximada de 28 anos, retirado do carro em BR 153, trazido pelo SAMU após capotamento em viaduto. Foi intubado no local por Glasgow de 6. Deu entrada no hospital com pupilas mióticas, isocóricas, PA: 140 x 90 mm Hg, abdome flácido, ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente. Tomografia de crânio evidenciava lesões hemorrágicas puntiforme em corpo caloso. A causa mais provável do rebaixamento do nível de consciência:
TCE grave + Glasgow baixo + lesões puntiformes corpo caloso → Lesão Axonal Difusa (LAD).
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma causa comum de coma pós-traumático, especialmente em acidentes de alta energia com forças de aceleração/desaceleração e rotação. As lesões puntiformes no corpo caloso e na junção córtico-subcortical são achados típicos na TC, refletindo o cisalhamento dos axônios.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) representa uma das formas mais graves de Trauma Cranioencefálico (TCE), sendo uma causa frequente de coma prolongado e sequelas neurológicas significativas. Sua importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade, sendo crucial para residentes reconhecerem seus padrões e implicações. A LAD é mais comum em acidentes de alta energia, como capotamentos e colisões, onde forças de aceleração, desaceleração e rotação causam cisalhamento e estiramento dos axônios cerebrais. Fisiopatologicamente, a LAD envolve a ruptura e disfunção dos axônios, levando à interrupção da comunicação neuronal. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por um rebaixamento persistente do nível de consciência (Glasgow Coma Scale baixo) após um TCE, muitas vezes desproporcional aos achados iniciais da Tomografia Computadorizada (TC). Na TC, podem ser observadas pequenas hemorragias puntiformes, especialmente no corpo caloso, na junção córtico-subcortical e no tronco cerebral. O tratamento da LAD é primariamente de suporte, visando o manejo da pressão intracraniana e a prevenção de lesões cerebrais secundárias. O prognóstico é variável, mas frequentemente associado a déficits neurológicos permanentes. O reconhecimento precoce e o manejo agressivo das complicações são essenciais para otimizar os resultados, embora a recuperação funcional seja muitas vezes limitada.
A LAD é caracterizada por pequenas hemorragias puntiformes, principalmente no corpo caloso, junção córtico-subcortical e tronco cerebral, resultantes de forças de cisalhamento.
Um Glasgow Coma Scale persistentemente baixo (≤8) após um TCE, sem lesões focais que justifiquem o rebaixamento, deve levantar a suspeita de Lesão Axonal Difusa.
Diferencia-se de hematomas focais pela ausência de uma massa expansiva significativa. A LAD causa disfunção neurológica desproporcional aos achados macroscópicos na TC inicial, sendo melhor visualizada na RM.
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