Lesão Axonal Difusa: Diagnóstico e Sequela Pós-TCE

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

Chega um paciente masculino de 42 anos em seu consultório com quadro de há 3 meses ter sido vítima de traumatismo cranioencefálico. A irmã conta que ele estava dirigindo com capacete e que em um cruzamento, um carro atravessou o sinal vermelho e o colidiu lateralmente. A irmã refere que ele foi levado pelo SAMU em coma, dando entrada no Hospital João Lúcio. A irmã entregou o relatório de alta que dizia: “Paciente deu entrada no dia 28/03/2019 em Glasgow 6, com pupilas mióticas, instável hemodinamicamente. Foi feito laparotomia exploradora devido lesão de baço, sendo feito esplenectomia. Avaliação neurocirúrgica: TC sem afecções neurocirúrgicas. Sem conduta neurocirúrgica”. Ficou 30 dias na UTI, onde foi feita traqueostomia e gastrostomia. Recebe alta hoje, dia 05/05/17, com abertura ocular espontânea, anisocoria esquerda maior que direita, não fixa olhar e apresenta menos movimentos à direita. Ferida operatória abdominal sem sinais flogísticos”. Hoje, dia 28/06/2019, você avalia o paciente e ele está em cadeira de rodas, contactuando verbalmente, mas com fala arrastada. Ele refere lentificação do pensamento, perda de memória para fatos recentes, diplopia quando olha para esquerda, dificuldade para deambular e sonolência excessiva. No exame físico você constata leve anisocoria esquerda maior que direita, fala escandida e dupla hemiparesia espástica com predomínio à direita. O paciente está fazendo uso de fenitoína 200 mg/dia. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Mielopatia cervical traumática.
  2. B) Hematoma epidural.
  3. C) Hemorragia meníngea traumática.
  4. D) Lesão axonal difusa.

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