UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Homem, 23 anos de idade, dá entrada no PS após sofrer acidente motociclístico há 25 minutos. Exame físico: hematoma subgaleal frontoparietal esquerdo, agitação psicomotora, pupilas isocóricas e fotorreagentes, presença de clônus patelar inesgotável e hemiplegia esquerda. Escala de Coma de Glasgow: melhor resposta motora- 6; melhor resposta ocular-4 e melhor resposta verbal-3. Tomografia axial de crânio: lesão hiperdensa com 20 mm de diâmetro, na topografia do ramo posterior direito da cápsula interna. Qual é o diagnóstico mais provável?
TCE grave + GCS baixo + sinais neurológicos focais + TC normal/pequenas lesões = suspeitar de Lesão Axonal Difusa (LAD).
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma forma grave de traumatismo cranioencefálico, caracterizada por lesões microscópicas nos axônios devido a forças de cisalhamento e rotação. Clinicamente, manifesta-se com coma prolongado e déficits neurológicos focais, mesmo com achados tomográficos que podem ser sutis ou ausentes inicialmente, como pequenas lesões hiperdensas na substância branca ou tronco cerebral.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma das formas mais graves de traumatismo cranioencefálico (TCE), sendo uma causa comum de coma prolongado e incapacidade significativa em sobreviventes. Ela resulta de forças de aceleração, desaceleração e rotação que causam cisalhamento e estiramento dos axônios, principalmente nas interfaces entre substância cinzenta e branca, corpo caloso e tronco cerebral. Sua importância clínica reside no prognóstico desfavorável, mesmo na ausência de grandes lesões focais visíveis na tomografia. A fisiopatologia da LAD envolve a interrupção do transporte axonal e a subsequente degeneração dos axônios, levando à disfunção neuronal generalizada. Clinicamente, os pacientes apresentam um nível de consciência rebaixado (GCS baixo) desde o momento do trauma, muitas vezes com agitação psicomotora, e podem ter sinais neurológicos focais como hemiplegia, clônus e alterações pupilares. Na tomografia computadorizada (TC) de crânio, os achados podem ser sutis, como pequenas hemorragias petequiais na substância branca, ou a TC pode ser inicialmente normal, o que pode levar a um diagnóstico tardio se não houver alta suspeita clínica. A ressonância magnética é mais sensível para detectar as lesões. O tratamento da LAD é de suporte, visando manter a estabilidade hemodinâmica, controlar a pressão intracraniana e prevenir lesões secundárias. Não há tratamento específico para reverter a lesão axonal. O prognóstico é variável, mas muitos pacientes permanecem em estado vegetativo ou com déficits neurológicos graves e permanentes. A reabilitação intensiva é fundamental para maximizar a recuperação funcional.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) tipicamente se manifesta com coma prolongado desde o momento do trauma, sem evidência de lesão de massa ou hemorragia intracraniana significativa na TC, além de déficits neurológicos focais como hemiplegia e sinais de descerebração ou decorticação.
Na tomografia computadorizada (TC) de crânio, a LAD pode apresentar achados sutis, como pequenas hemorragias petequiais na substância branca, corpo caloso ou tronco cerebral. Em casos mais leves, a TC pode ser normal, enquanto a ressonância magnética é mais sensível para detectar as lesões.
A LAD ocorre devido a forças de aceleração-desaceleração e rotação que causam cisalhamento e estiramento dos axônios, resultando em interrupção do transporte axonal e degeneração dos neurônios, principalmente na interface entre a substância cinzenta e branca.
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