Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Paciente é recebido em emergência com trauma cranioencefálico ocorrido em virtude de desaceleração rotacional que gerou forças que resultaram em rupturas generalizadas de fibras axoniais e da bainha de mielina. Não existem lesões cerebrais graves; porém, pequenas hemorragias petequiais na massa branca que foram observadas em TC e exame de histopatologia. De acordo com as descrições apresentadas podemos classificar o trauma como:
Lesão Axonal Difusa (LAD) = forças rotacionais + rupturas axoniais + micro-hemorragias massa branca + coma prolongado.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma forma grave de Trauma Cranioencefálico (TCE) causada por forças de aceleração/desaceleração rotacionais, que resultam em cisalhamento e ruptura de axônios e bainhas de mielina na substância branca. Caracteriza-se por perda de consciência prolongada e pode apresentar pequenas hemorragias petequiais na TC, mas é melhor visualizada na ressonância magnética.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma das formas mais devastadoras de Trauma Cranioencefálico (TCE), frequentemente associada a acidentes de alta energia e forças de desaceleração rotacional. Ela se caracteriza por lesões microscópicas e difusas nos axônios da substância branca cerebral, resultando em disfunção neurológica grave e coma prolongado. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o manejo e prognóstico. Clinicamente, a LAD é marcada por uma perda de consciência imediata e prolongada após o trauma. Embora a Tomografia Computadorizada (TC) possa ser normal ou mostrar apenas pequenas hemorragias petequiais na substância branca ou corpo caloso, a Ressonância Magnética (RM) é o exame de imagem mais sensível para detectar as lesões axoniais. O tratamento da LAD é principalmente de suporte, visando otimizar a perfusão cerebral e prevenir lesões secundárias. O prognóstico é variável e depende da extensão da lesão, mas muitos pacientes experimentam déficits neurológicos persistentes. Residentes devem estar aptos a reconhecer a LAD e entender suas implicações para o manejo e aconselhamento familiar.
A LAD é causada por forças de aceleração e desaceleração rotacionais que geram estresse de cisalhamento nas interfaces entre a substância cinzenta e branca, levando à ruptura e disfunção dos axônios.
Na TC, podem ser observadas pequenas hemorragias petequiais na substância branca ou corpo caloso, mas a TC pode ser normal. A Ressonância Magnética (RM) é mais sensível para detectar as lesões axoniais, especialmente sequências como FLAIR e susceptibilidade magnética (SWI).
O prognóstico da LAD varia de recuperação completa a coma persistente ou estado vegetativo, dependendo da extensão e localização das lesões. Geralmente, está associada a um pior prognóstico neurológico em comparação com outras lesões focais do TCE.
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