UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 20a, vítima de colisão de motocicleta com anteparo fixo, apresenta fratura exposta de fêmur e tíbia esquerdos, sem sangramento ativo. Admitida consciente, orientada, estável hemodinamicamente. Na avaliação do membro inferior esquerdo, observa-se alteração de coloração em relação ao membro contralateral e ausência de pulsos pedioso e tibial posterior, com pulso femoral presente. A ESTRUTURA LESIONADA É:
Fratura + ausência de pulsos distais → suspeitar lesão arterial grave, emergência cirúrgica.
A ausência de pulsos distais em um membro com fratura exposta, mesmo com pulso femoral presente, é um sinal de alarme para lesão arterial significativa. A alteração de coloração reforça a suspeita de isquemia, exigindo investigação imediata e intervenção para evitar perda do membro.
Fraturas expostas de fêmur e tíbia, especialmente em traumas de alta energia como colisões de motocicleta, carregam um risco significativo de lesões associadas, incluindo danos vasculares. A avaliação inicial do paciente traumatizado deve seguir o protocolo ATLS, com foco na estabilização hemodinâmica e na identificação de lesões com risco de vida ou de membro. A presença de fraturas em ossos longos próximos a vasos importantes, como a artéria femoral ou poplítea, aumenta a probabilidade de lesão arterial. A avaliação do membro inferior esquerdo, neste caso, revela sinais claros de isquemia: alteração de coloração (palidez ou cianose) e ausência de pulsos pedioso e tibial posterior. Embora o pulso femoral esteja presente, a ausência de pulsos distais indica uma lesão arterial abaixo do nível femoral, provavelmente na artéria poplítea ou em suas ramificações, comprometendo o fluxo sanguíneo para a perna e o pé. A lesão vascular em um contexto de fratura exposta é uma emergência cirúrgica. O atraso no diagnóstico e na revascularização pode resultar em isquemia prolongada, levando à necrose muscular e nervosa, síndrome compartimental e, em última instância, à necessidade de amputação. A exploração cirúrgica imediata para reparo vascular e estabilização ortopédica é crucial para salvar o membro.
Os sinais clássicos de lesão vascular incluem os 5 Ps: dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia e ausência de pulso (pulselessness). Alteração de temperatura e tempo de enchimento capilar prolongado também são indicativos.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, imobilização da fratura, avaliação vascular detalhada (incluindo índice tornozelo-braquial se possível) e consulta urgente com cirurgia vascular para arteriografia ou exploração cirúrgica.
A ausência de pulsos distais indica uma interrupção significativa do fluxo sanguíneo arterial para o membro, o que pode levar rapidamente à isquemia, necrose tecidual e, se não tratada, à amputação do membro.
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